Pierre Janet - Um dos  Luminares da Psicopatologia

Pierre Janet

Roque Theophilo

PIERRE JANET 

UM DOS PILARES DAS CIÊNCIAS MENTAIS NOS SÉCULOS XIX E XX

 

INDICE

PREÂMBULO *

DADOS BIOGRÁFICOS DE PIERRE JANET *

Pierre Janet no México *

Pierre Janet e a Filosofia *

JANET E CHARCOT *

JANET E CARL GUSTAV JUNG *

JANET E FREUD *

JANET E PAVLOV *

A ESCOLA FRANCESA FOI PIONEIRA NA DISCUSSÃO DA GÊNESE PSÍQUICA DAS AFECÇÕES NERVOSAS *

CONSIDERAÇÕES FINAIS *

HOMENAGEM AO IDEALIZADOR DA SOCIETÉ PIERRE JANET *

NOTAS *

BIBLIOGRAFIA *

 

 

PREÂMBULO

Ao elaborarmos o presente estudo de Pierre Janet seguimos o que prescreve a metodologia histórica

Aos leitores da presente biografia daremos uma explicação introdutória necessária, pois que a mesma foi embasada dentro dos cânones da ciência histórica

A palavra História origina-se do grego (istoria), cuja origem exata da palavra grega é incerta considerada objetivamente como o que sucede ou sucedeu, e outras vezes subjetivamente, como o conhecimento do sucedido. Ela tem pois um duplo sentido. Exprimiria, assim não só o sucesso como o inquérito ou investigação sobre o sucesso.

Normalmente o biógrafo se apaixona pelo biografado e o isola no tempo e no espaço como se ele não pertencesse a um tempo cronológico e a cultura desse tempo.

Convencionou-se ser o século XIX como o "século da História", pelos avanços dos estudos históricos iniciando-se na Alemanha, um grande movimento de estudos históricos. Com relação aos os estudos da mente a França foi o eixo que em torno dela orbitaram cientistas de outros países buscando demonstrar teorias e práticas formando um "calidoscópio" com a sucessão rápida e cambiante de impressões, de sensações de idéias, de ideais etc.

Ao traçar se a análise biográfica de um vulto histórico isolando-o dos demais e não o colocando no contexto dos demais se comete. uma das grandes heresias da história que é a parcialidade"

Os biógrafos idealistas erram quando desconhecem as contingências globais traçando uma descrição linear, não pesquisando assim nos escaninhos os episódios que de forma direta ou indireta tenham provocado a mudança dos cursos evolutivos dos fatos

Na complexidade dos fenômenos históricos, é possível que intervenham não apenas causas que contrariam a relação das formas e das funções, mas essas formas, em uma medida que é necessário determinar, estão sob a dependência das mais diversas contingências.

Exemplificando: Pierre Janet teve na constelação de seu tempo uma miríade de estudiosos cada um defendendo os seus princípios arraigados. Quando o biógrafo não apresenta aos leitores a globalização dos fatos deixa de cumprir uma das máximas que " A história é uma perpétua mudança como um rio que corre num fluxo incessante., que nunca pára e nunca retorna. segue sempre para a frente, ligado ao que precede e ao que será"

O fato histórico é, então, precisamente aquele que sempre distingue pelas suas particularidades os outros fatos , que nada têm em comum com os fatos históricos. A tarefa primária da história é comunicar uma consciência viva de outros tempos, lugares e pessoas, como distintos e peculiares.

Foi dentro desse espírito é que elaboramos o presente trabalho.

Ao publicar em 1889 o "L´Automatisme Psychologique"(1) com o subtítulo de "Essai de Psychologie Expérimentale sur les formes inférieures de l´activité humaine", um grande evento foi realizando na história das ciências humanas em geral e das ciências médicas em particular. Durante o Centenário da obra em 1999 Foi escrito antes que Freud publicasse alguma obra sobre a psicanálise

O livro escrito por Janet, discípulo de Charcot (2), se inseriu como uma obra marcante nas idéias dos séculos XIX e XX.

Janet configurou os principais elementos da Psicologia Clínica e da Psiquiatria Dinâmica.

"L´Automatisme Psychologique", é a obra no qual os conteúdos não foram esgotados numa só livro, sendo pois é o prefácio de uma obra imensa, "uma das mais vastas sínteses que jamais foi produzida pelo espírito humano sobre o espírito humano" expressão usada por H.-F.Ellenberger, psiquiatra canadense que nunca parou de escrever e de promover o pensamento de Pierre Janet

Com Janet, Charcot, Freud e outros autores da época apareceram novas terminologias centradas na neurose, na paranóia, na histeria etc. com a expansão progressiva dos estudos mentais

Novos conceitos foram introduzidos como por exemplo Bleuler (3), em 1911 criou o termo esquizofrenia para substituir o de demência precoce

Aconteceu assim a construção clássica da clínica psiquiatrica-psicanalítica contemporânea de um lado, e a área da psicopatologia com o estudo das psicoses (esquizofrenia, paranóia, maniaco-depressiva) e das neuroses;

A psicose servia para designar a loucura em geral, e as neuroses as doenças ditas "nervosas".

A psiquiatria com abertura feita por Janet, do homem deficiente, expandiu os seus domínios, enfatizando a grande difusão da depressão. Janet definiu e utilizou amplamente os conceitos voltados ao estudo do automatismo psicológico nos estados de sonambulismo

O renomado fisiológo francês Charles Richet (4) em 1875, publicou o artigo "Sonambulismo Artificial" no Diário de L´Anatomie.

A meta do seu trabalho era repatriar o estudo clínico da hipnose na França tirando-a do campo de pseudo-ciência na qual tinha caído em descrédito na primeira metade do século XIX

Freud, repudiou a hipnose considerando o método catartico em primeiro lugar e a psicanálise em segundo lugar. Considerando naquele tempo que a metodologia verdadeira e única referência para "cura" e o estudo da psique

A hipnose não podia ainda dar uma explicação valida para a compreensão da sua fenomenologia, que foi expandida posteriormente na pesquisa médica e psicológica.

As relações de Freud com Janet nunca foram amistosas porque Janet

achava que Freud lhe devia muitas explicações das criticas que lhe havia feito, assim como Freud achava que devia questionar Janet porque ele havia atacado com veemência a Psicanálise

Freud e seu contemporâneo, Pierre Janet, tiveram discordância inicial com a adoção de dois termos diferentes (inconsciente e subconsciente)

Entretanto as divergências valeram para as ciências pois que se deflagrou uma luta entre os hipnologistas que formavam uma forte corrente na França e os Psicanalistas que tinham fortes princípios para discordarem dos experimentalistas e hipnólogos

No capítulo dos fenômenos de sugestão de Bernheim surgem os fenômenos seriados de Charcot, que no ano de 1879 fez uma série de conferências públicas em Salpetrière, mostrando uma série de fenômenos hipnóticos produzindo a letargia e a catalepsia, etc.Trabalhos posteriores de Binet e Fère vieram comprovar a excelência das observações de Charcot

Houve entretanto no capítulo hipnose duas escolas a de Salpêtrière e a de Nancy. As escolas tinham um corpo de doutrina coerente e coordenado cujos membros partilham da mesma idéia.

Bernheim, professor de clínica da Universidade de Nancy publicou em 1884 seu notável trabalho sobre Sugestão, obra que causou forte repercussão porque alargava o papel da sugestão na hipnose.

Foi Charles Richet que criou os processos hipnogênicos isto é as manobras ou artifícios, por meio dos quais se determina a hipnose.. Foi no capítulo da terapêutica psíquica pela hipnose que Pierre Janet teve um grande papel

Partindo-se do pressuposto que todos os agentes terapêuticos influem sobre o psíquico, isto é sobre a mente e portanto imediatamente partem para o corpo e são considerados atuações psíquicas; ou provocam logo e sem a participação da mente provocando modificações materiais e são participações somáticas.. Dependendo do campo orgânico que atuam teremos de um lado a terapêutica psíquica ou psicoterapia e de outro lado a terapêutica somática ou somatoterapia

Puységuir (7), e Antonio Mesmer doutor em medicina pela Faculdade de Medicina de Viena dava passes e denominava-os de magnetoterapia, o que não passava de uma terapia sugestiva ou da imaginação embora amparada em idéias ocultistas (Sic). Desprezado em Viena foi considerado charlatão e convidado a retirar-se pelo decano da Faculdade de Viena foi em 1778 em Paris, disposto a explorar o novo método terapêutico que ele o denominou de magnetismo porque imaginava que uma força que se exerce a distância é uma força magnética, como a do imã. Em Paris alcançou um grande sucesso: e foi criada uma sociedade magnética denominada Societé de l´Harmonie, houve grande propagação e amealhou grande fortuna"

E foi no meio desse campo de terapêutica hipnótica, hipnoterapia ou ainda psicoterapia hipnótica ia tomando corpo.

Apesar das críticas a ingenuidade popular o tornava cada vez mais famoso. As suas práticas continuaram sob o nome de fluidismo mesmérico, de modo que, sob o influxo do Marques de Puyseguir, abade Faria e outros praticantes os fenômenos prosseguiram até o ano de 1841. Mas ao invés de estudarem o fenômeno sob o ponto de vista científico se atinham a verificar os efeitos de curas maravilhosos

DADOS BIOGRÁFICOS DE PIERRE JANET

Nasceu em Paris no ano de 1859 e morreu em 1947 com 87 anos, quando se preparava para assumir as funções de Presidente de Honra do 1º Congresso Mundial de Psiquiatria .

Interessou-se muito cedo pelas ciências naturais notadamente a botânica. e organizou uma grande coleção de plantas dissecadas paixão que manteve até o fim da sua vida tendo demonstrando também um grande interesse pela psicologia

Dos quinze aos dezoito anos passou por um período de depressão em razão de reflexões filosóficas originando-lhe crise existencial em razão da busca de conciliação dos conhecimentos científicos com os religiosos

Pierre Janet teve no seu tio Paul um grande orientador exercendo grande influência na sua vida em razão da grande identificação pessoal, Paul Janet era pessoa de espírito brando e muito bem relacionado nos meios universitários pelo fato de ser professor de filosofia

Apresentou o seu sobrinho ao professor Dastre, que era lente de fisiologia da Sorbonne franqueando o seu laboratório a Pierre Janet, e estimulando-o a conciliar os estudos filosóficos com os médicos, uma vez que a psicologia era uma célula originada da filosofia

Com 20 anos em 1879 ingressou na Escola Normal Superior na mesma classe do grande filósofo Durkhein (21)

Em 1881 com vinte e dois anos, Janet é classificado em segundo lugar no concurso de Filosofia sendo agregado na cadeira, Bergson (5) que tinha sido promovido no mesmo concurso um ano antes

Bergson e Janet mantiveram no curso de suas vidas longa e estreita amizade intelectual e em diferentes ocasiões tornou-se um ardoroso defensor de Janet inclusive seu o seu propositor durante o concurso de ingresso no Collége de France que veremos adiante

Janet lecionou Filosofia no Liceu de Châteauroux e em 1883 no Liceu de Havre tendo permanecido no cargo por seis anos.

Um ano antes de Janet entrar no Havre, isto é em 1882 Charcot havia feito na Academia de Ciências, uma comunicação reabilitando com grande destaque a hipnose, razão pela qual Janet atendo-se aos conselhos de seu mestre Th. RIBOT (6) interessou-se pelos estudos da hipnose.

Foi grande a influência do Havre na vida de Pierre Janet.

A parapsicologia, estava em voga na época, e ele se dirigiu ao Doutor Gibert, médico que gozava de grande fama no Havre Naquela ocasião Janet pretendia preparar a sua tese tendo como ponto central as alucinações em face das percepções. Não obstante, foi só depois que James Braid cirurgião em Manchester, em 1842 deu publicidade a um trabalho que pretendia refutar os erros de Mesmer que o magnetismo suscitou novamente a discussão O Doutor Gibert tinha preferência pelos estudos de magnetismo animal que embora repelido em geral pelos cientistas, continuou a ser estudado por muitos estudiosos mais como curiosidade do que como ciência e Pierre Janet solicitou-lhe para que lhe cedesse uma paciente que sofresse de alucinações com a finalidade de análise.

Embora na ocasião o Dr. Gibert, não tivesse nenhum paciente que sofria de alucinações, tinha entretanto pacientes com perturbações psicológicas muito interessantes para serem estudados, e lhe falou que tinha uma paciente interessante para ser estudada Foi tal fato que fez Janet se interessar pelos estudos da hipnose que já lhe havia sido sugerida por seu mestre. Th.Ribot

As experiências que o Doutor Gibert havia mostrado a Pierre Janet, permitiu ao jovem psicólogo de 22 anos penetrar nos estudos do sonambulismo hipnótico

Ele devia provocar em Léonie, o hipnotismo a distância, pois que ela era suscetível a tal tipo de hipnose, pois que quando era jovem o Doutor Perrier de Caen, já a havia submetida a experimentos de clarividência, sugestão mental, e hipnotismo.

O tio de Pierre Janet, Paul apresentou a comunicação do caso Léonie na Sociedade de Psicologia Fisiológica de Paris e teve grande ressonância interessando o Professores Charles Richet da França e Frédéric Myers da Inglaterra

Ao escrever uma nota apresentada em 30 de novembro de 1885 na Sociedade de Psicologia Fisiológica, a comunicação chamou a atenção particularmente de várias personalidades científicas que se dirigiram ao Havre para examinar o caso Léonie.

Houve interesse da Society for Psychical Research in London, que enviou uma comissão de membros para o Havre com a finalidade de tomar conhecimento do trabalho de Janet.

As experiências efetuadas por Janet, somente algumas tiveram bom êxito, pois que dos vinte casos de sonambulismo, dezesseis coincidiram exatamente com a sugestão mental efetuada a um quilometro de distância.

O que provocou estranheza á Pierre Janet que tais observadores nunca se referiram a tais experiências.

Foi dessa forma que conheceu Charcot, Richet, Marilier, Myers e etc.

Embora, o seu trabalho fosse modesto provocou interesse ao lado do ceticismo sobre a sugestão mental e hipnotismo feito a distância. Infelizmente, estas pesquisas tiveram algumas repercussões apressadas, e deram lugar a interpretações criticas mal elaboradas.

Janet. constatou que a desconfiança de parte dos observadores era o fato de que seus estudos enveredaram para a parapsicologia.

Janet, decidiu então restringir os seus estudos aos fenômenos da hipnose e da sugestão, freqüentando o serviço médico do Hospital de Havre dirigido pelo doutor Powilewicz , a quem juntamente com m o Doutor Gibert dedicou a sua obra como "Hommage de reconaissance et d´affection"

A sala em que efetuava as pesquisas e observações em mulheres histéricas denominou-a de "Salle Charcot"

Nesse serviço estavam internadas mulheres que sofriam de histeria. Estudando-as Janet efetua sobre essas pacientes uma série de experiências que lhes pareciam concludentes verificando que a maior parte das descobertas de Bernhein e Charcot apresentadas como novidade, já haviam sido efetuadas por antigos magnetizadores tais como Puységuir (7), Bertrand,etc.

Numa noite de autógrafos, Pierre Janet cita que ao chegar no Havre, começou a pensar num trabalho para fazer a tese de Doutorado em Letras.

Elegeu a hipnose verdadeiro instrumento de psicologia científica, e graças as observações feitas lançou as bases de sua memorável tese de Doutoramento em Filosofia como síntese dos estudos sobre histeria denominado –"O Automatismo Psicológico", apresentado na Sorbonne em 1889", ficando assinalada uma das datas mais importantes para a história da psicologia geral pelo fato de ter sido reconhecido oficialmente o psiquismo inconsciente

Foi um ensaio de Psicologia Experimental sobre as formas elementares de atividade humana tais como a sensibilidade e a consciência

Continuou seus estudos na área médica voltados à psicologia tendo sido muito bem acolhidos nos laboratórios na área das perturbações do Sistema Nervoso, através da avaliação de fenômenos estranhos e tidos como misteriosos, permitiram-lhe que começasse a ter contato com personalidades de grande destaque no mundo científico tais como Charcot e Charles Richet

Ingressou na Faculdade de Medicina em 1889 permanecendo nela até 1893 apresentando tese sobre histeria. sendo Charcot o Presidente do Júri examinador Foi nomeado em 1897 para o Liceu Condorcet

E em 1898 foi encarregado do curso de Psicologia Experimental na Sorbonne

As experiências efetuadas entusiasmaram Janet de apresentar comunicação científica na recém fundada sociedade

A Revista de Hipnotismo anuncia "uma era nova para o estudo do sonambulismo da histeria e do hipnotismo" e a" douta Sorbonne não ficou livre do contágio"

A reputação de Pierre Janet já era grande chegando até a Inglaterra sendo muitos dos seus trabalhos traduzidos para o inglês

Em suma pudemos fazer um breve relato de como era controvertido o problema hipnose, hipnoterapia, psicologia experimental etc.

Para a Escola de Paris ou de Salpetriêre da qual Janet era filiado, á nevrose histérica deviam se referir todos os fenômenos hipnóticos; ao passo que para Nancy estes fenômenos são considerados como psicofísicos: de um lado o hipnotismo é constituído de observações patológicas, do outro lado o hipnotismo fisiológico é experimentado sob o ponto de vistas terapêutico. Na Escola de Salpetriêre fazia-se o grande hipnotismo, ao passo que em Nancy se estuda o sono provocado e seus efeitos indistintamente em indivíduos sãos ou doentes, com o propósito de curar sem pesquisar: fazia-se assim o pequeno hipnotismo ou antes a hipnoterapia

Foi Pierre Janet que deu uma brilhante força a hipnose dando um magistral conceito de sugestão na hipnose" a sugestão é a operação pela qual no caso de hipnotismo, ou talvez em certos estados de vigílias em definir, pode-se com o auxilio de certas, sobretudo o uso da palavra, provocar ao paciente nervoso, bem disposto, uma série de fenômenos mais ou menos automáticos delineando-se assim o "L´Automatisme Psychologique» obra mestra de Janet: faze-lo falar, mover-se, pensar, sentir, em última análise pelo automatismo transforma-lo em máquina".

A definição foi aceita porém com ressalva do termo nervoso e Bernhem define a sugestão de forma lata como "ato pelo qual uma idéia é introduzida no cérebro e aceita por ele

Foi brilhante o estudo "La Fatigue dans la théorie de Pierre Janet comunicação feita no 9º Congresso de Psiquiatria Social feita em Paris em Julho de 1982l que nos ocuparemos na estante de textos oportunamente

JANET NO COLLEGE DE FRANCE (8)

A psicologia denominada experimental passou depois a denominar-se psicologia cientifica " psychologie scientifique " reconhecida sua origem francesa na obra de Henri Piéron (1881-1964) (9)

Em 1991 por ocasião do centenário de nascimento de Pieron seu principal sucessor escreveu que Ribot, Janet et Alfred Binet (10) tem " despertaram o pensamento francês para a nova psicologia" mas ressalva " nenhum verdadeiramente procurou instaurar na França uma psicologia objetiva"", sendo tal mérito devido exclusivamente por Pieron Recentemente durante o centenário de l'Année psychologique houve oportunidade de os experimentalistas redescobrirem plenamente Binet de ser o fundador de tal " psicologia cientifica " à qual Pieron deu as bases institucionais guisa de esclarecimento a psicologia clinica ou patológica foi marcada pelo bloqueio psicanalítico à partir dos anos 1930, tornando-se exclusivistas durante a década de 60 destacando Freud (1856-1939) seu único pai fundador. Assim procedendo ficaram ocultos progressivamente lídimos representantes de altos estudos científicos notadamente os do fim dos anos de 1880 como é o caso de Hippolyte Bernheim (1837-1919) (11) e Pierre Janet (1859-1947).

Um dos resultados dessa cisão profunda em todos os ramos do conhecimento humano faz esquecer nomes de pessoas que deram um grande contribuição e aparece como principal artífice da psicologia universitária na França Théodule Ribot o grande mestre de Janet que reconhecendo os seus méritos deu conforme veremos a seguir importantes cursos para serem proferidos no Collège de France

A vantagem de Janet era ser um grande filósofo e na França a psicologia no curso dos anos 1870 era uma unidade da filosofia e Théodule Ribot torna-se um grande lutador e animador do movimento pela emancipação da psicologia da filosofia, conseguindo instalar-se em abril de 1888, e em abril desse ano. Ribot deu á cadeira a denominação de "Psychologie experimentale et comparé"

Em 1895 Th. Ribot convida-o para substitui-lo no Collége de France

Foi em Dezembro de 1895 que Janet foi pela primeira vez dar uma série de conferências no Collége de France por proposição de Théodule Ribot que teve nessa ocasião perturbações de neurastenia, que é uma fraqueza caracterizada por fraqueza debilidade, irritabilidade, cefaléia, alterações do sono e fácil fatigabilidade

Na sua aula de abertura no curso de psicologia experimental no Collége de France que ocorreu em dezembro de 1895 "Janet exaltou a confiança que lhe havia sido depositada pelo seu mestre que devia tirar licença para repouso Enfatizou que o Collége de France era a primeira instituição de ensino francesa consagrada a psicologia experimental. Alegou que havia escolhido como ponto principal o estudo da personalidade humana dizendo que era um tema que dominava bem e que esperava poder levar aos seus alunos observações e experiências pessoais Frisou que os conteúdos não haviam sido abordados nos últimos cursos de Ribot Justificou que o curso poderia surpreender os alunos pois que não era um curso de psicologia experimental Na primeira aula vou evidenciar os enfoques principais da nossa tese e vou em seguida mostrar as transformações históricas do estudo da personalidade que foi outrora um problema metafísico, e pode ser hoje considerado um estudo de psicologia experimental". E daí o programa desenvolvido durante o ano de 1895-1896 foi "Les conditions psychologiques de la personalité" No ano seguinte 1896-1897,ele abordou "Les conditions psychologiques de la volonté" de 1897-1898 o curso é dado por Ribot e versou "Les conditions générales de la conscience" e "Les diverses formes d´ímagination"

O ano universitário de 1898-1899, Pierre Janet no Iº semestre pronuncia "Les conditions psychologiques de la mémoire e no IIº semestre Ribot assume lecionando "L´imagination criátice". Em 1899-1900 Janet leciona o ano inteiro o assunto "Du somneil et des états hypnóides" Em 1900-1901 Janet ministra no Iº semestre "psicológicas da memória". E ainda no mesmo ano no primeiro semestre 1900 a 1901 lecionou "Du somneil et des états hypnóides" e no IIº semestre Ribot leciona o tema ""Travaux récents sur l´association des idées" resumidamente f

Foi esse o roteiro descrito por Janet em 1901, durante o seu ultimo curso como suplente de Ribot, na cadeira de Psicologia Experimental e Comparada do Collége de France.."

No mesmo ano Janet é nomeado para lecionar na Sorbonne como encarregado do curso de Psicologia Experimental.

O Collége de France considerando-se o ponto alto da ciência competia com a Sorbonne e uma assembléia do Collége decidiu à unanimidade pela manutenção da cadeira de Psicologia Experimental e Comparada"

Em seguida a essa decisão Janet inscreveu-se para o concurso da cadeira mas não era o único candidato. Sua titulação era a de Doutor em Letras(1889) e Medicina(1893) e encarregado do curso de Psicologia da Sorbonne. O seu concorrente era o não menos famoso Alfred Binet doutor em Ciências(1894), diretor depois de 1894 do "Laboratoire de Psychologie Physiologique" na Sorbonne e fundador da revista "L´Année Psychologique". O apresentador dos títulos de Janet foi o grande filósofo Bergson e o de Binet o fisiologista Etienne-Jules Marey sucessor de Claude Bernard na Academia de Ciências.

A análise da obra de Janet por Bergson foi exaustiva e deu um grande destaque no fato dos grandes trabalhos de Janet nos fenômenos subconscientes nas diversas formas de histeria e mesmo no domínio da psicologia normal. Ainda Bergson enfatiza que como suplente de Ribot ele já era um legítimo sucessor do mestre no Collège de France.

Quer como professor e pesquisador ele faz jus em ocupar definidamente a cadeira de Psicologia Experimental e Comparada

Por outro lado o defensor de Binet em que no ano de 1882 ele já surge por importantes pesquisas feitas no campo das pesquisas notadamente sobre o hipnotismo feitos em Salpetrière a pedido de Charcot e continua a dar o brilhante currículo de Binet. Em conclusão Pierre Janet foi nomeado no Collège de France mas teve que deixar a Sorbonne.

Alfred Binet apesar das inumares tentativas jamais conseguiu aceder a uma cátedra. Este fato ilustra a barreira contra a psicologia experimental na época para poder conseguir uma cadeira universitária. Na França os filósofos faziam forte pressão contra a introdução da psicologia de laboratório.

Por razões ideológicas preferiu-se da r confiança a uma psicologia de caráter patológico mais próximo de sua tradição e que havia um mérito de dar um certo respaldo científico aos professores de formação filosófica.

Janet lecionou no Collège de France de 1902 a 1934

Pierre Janet no México

A passagem de Janet no México em 1825 foi considerada como uma página da história da Psiquiatria quando celebrou os 15 anos de fundação por don Justo Sierra

Foi recebido pela Academia Nacional de Medicina, e o Dr. Aragón pronuncia um discurso intitulado« a Tetralogia de Salpetrière» mostrando em estilo poético a evolução da psiquiatria francesa de Pinel a Janet passando por Esquirol e Charcot

Aragón reconheceu em Janet «O espírito sintético possuidor de qualidades dos seus três predecessores, tendo conseguido o milagre de sobrepor aos estudos anátomo patológicos e fisio-patológicos da Psicologia"

No discurso inaugural o reitor da Universidade Don Alfonso Pruneda, aludiu a Janet que não havia no Faculdade de Medicina a cadeira de psiquiatria fato que foi decisivo pois que no ano seguinte foi instalada a cátedra de psiquiatria, embora houvesse um campo de interesse e práticas institucionalizadas, a margem porém da universidade como por exemplo em alguns hospitais que já estavam exercendo pressão. Mas foi o aval da autoridade visível de Janet e a voz de um sábio autorizado que foi capaz de consolidar a presença por essa rede de forças pressões e interesses que já atuavam dentro e fora da universidade.

Entre as atividades com as quais a Universidad Nacional de México, destacou as suas comemorações foi o curso proferido de agosto a setembro por Pierre Janet considerado como célebre professor do Colégio de França e da Sorbonne com o titulo de "Psicologia de los Sentimentos".

A versão espanhola das conferências esteve a cargo do doutor Enrique O. Aragón, professor de Psicologia na Faculdade de Filosofia e Letras, e foi publicada no ano seguinte pela Sociedad de Edición y Librería Franco-Americana ( antigua Casa Bouret y Libro Francés Unidos),México,1926. No mesmo encontrava-se citado no catálogo as obras de Janet, e o mesmo o menciona em sua monumental obra "De la angustia al éxtasis,"

O texto da conferência não pode ser consultado durante muito tempo pelos estudiosos de sua obra, pela escassa difusão e pela pequena tiragem que se fez

Seja como for até 1980 quando o doutor Héctor Pérez Rincón descobriu na biblioteca dos herdeiros do doutor Aragón um exemplar que apresentou em edição limitada, com uma introdução em que resumiu a biografa Enriqueceu o texto original com uma bibliografia pertinente e notas de pé de página. Esta edição mereceu um prólogo do professor Pierre Pichot. (12)

O interesse desta obra que agora apresenta o Fondo 2000 de Cultura Económica se deve fundamentalmente, ao fato que contem a primeira formulação das idéias que Janet desenvolverá mais tarde em "De la angustia al éxtasis", cujos dois volumes foi publicado em 1991 na Colección de Psicologia, Psiquiatria y Psicanálises del Fondo de Cultura Económica. Com esta edição se iniciou a revalorização de um autor que durante muito tempo foi, reconhecido somente pelos eruditos. Nestas páginas o leitor conhecerá a influencia positiva que a visita de Janet teve para a psiquiatria mexicana, como o próprio Pérez Rincón relata no capítulo sobre México na segunda Edición de Historia de la psiquiatria, de Postel y Quétel (FCE, 1997)

Um aspecto pitoresco do grande amor que Janet nutria pela botânica foi o que aconteceu em 1946, quando o Dr. Guevara Oropresa que foi o anfitrião indicado para acompanhar Janet no México deão dos psiquiatras mexicanos, e membro estrangeiro da Sociedade Médica Psicológica depois de 1945 e em 1923 defendeu tese inédita e uma das primeiras comparando a doutrina de Janet com a Psicanálise freudiana. Em 1946 visitando Janet já com 86 anos encontrou no balcão do seu apartamento em Paris uma planta nativa do México de péyotl (Lophophora Williams) cuja muda Janet trouxera do México por ocasião de sua estada. O visitante disse que a plante tinha sido interditada no México. Henri Pieron que se encontravas no momento exclamou "Na França também" ouvindo-se uma ruidosa gargalhada de Janet

É interessante mencionar que a Sociedade de Estudos Psicológicos, fundada em 1907 tomou um novo estímulo depois da visita de Janet e se estabeleceu sob o nome de "Sociedad Mexicana para Estudios Psicológicos" agrupando no campo médico a psiquiatria,

A psicanálise embora alguns cientistas da época a reconhecessem era encarada com certa reserva pela psiquiatria, embora mesclassem conceitos; as suas posturas eram antagônicas como foi o caso de Janet voltado por uma forma de pensamento e Freud- para outra.

Um mérito não pode ser deixado de ser citado na atuação de Janet como o mais eminente membros da equipe de Salpetrière a insurgir-se contra aqueles que negavam sistematicamente os fenômenos hipnóticos não concordando ou dando um valor relativo de cura para certas categorias de doenças

Pierre Janet e a Filosofia

Em 1889 quando Pierre Janet, publicou a sua tese "L'Automatisme Psychologique" foi a partir desse trabalho que surgem os primeiros textos sobre as idéias fixas subconscientes e a psicopatologia das nevroses.

Os estudiosos da época sentiram que uma nova fase estava começando a surgir nos estudos da psicologia.

Mas logo se estabeleceu a crítica que Janet aos reunir os seus primeiros trabalhos sobre o inconsciente que seus estudos eram descritivos , e que a sua psicologia era estática, enquanto a de Freud é dinâmica.

Poucos se aperceberam, e principalmente a jovem geração de psiquiatras que Janet estava a caminho de edificar uma síntese extraordinária pela sua audácia e dimensões não acompanharam os seus últimos trabalhos que marcavam a inflexibilidade de seu pensamento na direção da filosofia de onde ele partiu.

Não obstante, os referencias feitos por estudiosos consagrados enalteceram o seu pensamento como Bjabrn Sjiivall (1947), Elton Mayo (1948), Leonhard Schwartz (1951), John Elmgren (1967). E na França foi editado um estudo comparado de Freud e Janet por Henri-Jean Barraud (1971). Três coleções de homenagens a Pierre Janet foram publicados em forma de Coletâneas ofertado para a sua família e amigos em 1939, um numero especial da l'Évolution Psychiatrique em 1950, e um numero especial du Bulletin de Psychologie em 1960.

Essas obras e contribuições esclarecem numerosas facetas da obra, porém uma coisa curiosa é que poucos autores levaram em conta que o pensamento de Janet tinha a sua fundamentação na filosofia mencionando simplesmente que Janet havia iniciado sua carreira como professor de filosofia, por pouco tempo e depois havia passado para a psicologia como se ela fosse a única obra de sua vida..

Pode-se comparar a curva de evolução de Janet a de Piaget que edificou um vasto sistema de psicologia genética partindo da epistemologia que depois tornou-se epistemologia cientifica que é o conjunto de conhecimento científico, visando explicar os condicionamentos sejam eles técnicos, históricos, ou sociais, ou lógicos, matemáticos, e lingüísticos, sistematizando as suas relações, para esclarecer os seus vínculos, e avaliar os resultados e aplicações.

Piaget procedeu dessa forma e delimitou os problemas e os pesquisou com metodologia própria, que por si eram capazes de garantir um verdadeiro conhecimento. Através dessa metodologia Piaget edificou a sua monumental Psicologia Genética.

Fizemos tal parênteses para mostrar como uma vez tendo ele firmados os conceitos voltou a tratar diretamente de questões filosóficas. sendo a sua volta a epistemologia uma questão de método, uma vez que Piaget não a havia jamais abandonado.

Sobre Janet pode-se dizer o mesmo. que ele partindo da filosofia, edificou uma nova síntese psicológica, formulando as indagações filosóficas de onde havia partido

A formação filosófica de Pierre Janet era sólida, pois que após estudar filosofia um ano no Lycée Louis-le-Grand em Paris, ele passou mais três anos na l´École Normale Supérieure, e, foi aprovado brilhantemente no concurso de agregação, onde foi professor de filosofia durante doze anos nos Lycées à Châteauroux, Havre e Paris conquistando o Doutorado em Letras. Redigiu nada menos do que seis manuais de filosofia para o ensino secundário

Pierre Janet captou muitas influências, a começar pelo seu tio Paul Janet, conhecido especialista em filosofia espiritualista, e em seguida da filosofia francesa clássica de Descartes, Malebranche, e os Ideólogos, sobretudo Maine de Biran (14) entre os filósofos mais recentes Boutroux, Fouillée et Jean-Marie Guyau.

Janet tinha sido colega de Bergson na l´École Normale Supérieure; mantendo durante sua vida estreita relação de pensamento com ele. E o fato da pouca atração pelos filósofos alemães prende-se ao fato de não poder estudar os seus textos por desconhecer a língua, sendo depois atraído pelos americanos (notadamente Josiah Royce e William James).

Pierre Janet nunca distanciou-se da filosofia e edificou toda a sua obra sobre o pensamento filosófico subjacente no qual fundamentou de forma sólida as bases que definem a psicologia.

O ponto de partida da sua obra psicológica foi o cuidado de edificar uma psicologia científica, em contraste com a psicologia que era estudada na maior parte das universidades européias.

O problema de Janet parece simbolizado pelo sujeito da tese latina: "Bacon e os Alchimistes" na qual Bacon(22) surgia como o herdeiro de um vasto e antigo sistema de pensamento especulativo, e de outro como o iniciador de uma nova ciência fundada na experimentação. Da mesma forma Pierre Janet foi o herdeiro de uma longa tradição de psicologia filosófica representada por seu tio Paul Janet, integrando-se em seguida ao seu mestre Ribot, para se dar a fundação de uma nova Psicologia Cientifica.

Nos manuais de filosofia, Pierre Janet faz primeiramente uma diferença entre a " filosofia cientifica " (antes denominada filosofia das ciências) e a " filosofia moral ", sem pretender afirmar a primeira como a única capaz de integrar a segunda. A primeira partia do ponto de vista de Bacon, e a segunda se estriba numa citação de 'Épictète: "Eu sou um ser racional, ele me faz celebrar em verso Deus. Eis o meu e eu o exerço"

Para construir a sua filosofia Janet parece ser guiado por dois princípios

1-Durante o século XIX, havia escrito um grande numero de monografias, produzindo conhecimentos esparsos. cometendo uma falha quando deixou de edificar amplas construções (de " modelos teóricos " em linguagem atual) que permitiria reagrupar todos os conhecimentos adquiridos e inaugurar novas pesquisas. Tais construções seriam necessariamente "andaimes" provisórios que, o obreiro constroe e uma vez terminado o

trabalho são abandonados e trocados por outros.

2- Para se construir um pensamento deve-se proceder como o exemplo dos andaimes através da análise e da síntese.

A analise decompõe ao mesmo tempo os seus elementos naturais e a síntese os reconstitui ao mesmo tempo em questão.

Portanto a Psicologia Cientifica devia partir da analises psicológicas para passar em seguida à síntese.

Muitos autores se fixaram nesse método.

Conculca havia imaginado o mito de uma estatua que perdeu um dos sentidos e depois perdeu o outro.

Ele descrevia que pelo desenvolvimento hipotetico se formaria por associações o conhecimento na mente dessa estátua , da mesma forma autores constróem as suas psicologias fundamentando-se nas associações.

Janet ao edificar uma construção hipotética se resguardou desse gênero de associações pois que ele. partiu da experiência clinica, tomando como ponto de partida, não a sensação pura ou associações, mas sim a ação. Abandonando o esquema tradicional tripartido decompondo a atividade mental em inteligência, afetividade e vontade.

Janet se inspirou em Maine de Biran. que havia tomado o esforço como principio fundamental da vida mental e considerava a consciência como a percepção do esforço.

Mane de Birras via que a formação de pensamentos ocultos haviam sido feitos por eventos conscientes, como ocorre na vida animal que é constituído por emoções elementares, isto é os instintos e os hábitos, e dessa forma manifestava-se durante o sonho e o sonambulismo.

É precisamente esta vida subjacente que Janet chamou de "subconsciente".

Um destaque de ser feito quando. Janet fala do subconsciente, para distinguir esse grupo de manifestações psicológicas do "inconsciente" que a metafísica de Schopenhauer (15) e de von Hartmann haviam colocado como um fato importante da época.

A definição que Janet dava ao subconsciente era puramente empírico e para o observador que os vê de fora as manifestações são perfeitamente inteligíveis, e são produzidas pelo doente por quando ocorrem as manifestações estranhas na qual a sua personalidade não participa.

Ao contrário a lenda propagada por alguns psicanalistas, Janet jamais reformulou sua concepção inicial do subconsciente e em 1939, Janet revela que não havia se livrado do seu lazer preferido que era a botânica, Cita o fato que havia encontrado uma pequena planta que lhe parecia por todos os efeitos desconhecida. No momento que a examinava com a lupa para tentar identificar pelos seus caracteres morfológicos, seu pensamento murmurou a palavra " chrysospleniurn " palavra que parecia ser o nome da planta Considerou não haver visto jamais esta planta e nem conhecido o seu nome. A única explicação plausível seria o fato de que ele teria um dia visto numa obra de botânica um desenho da plante com o seu nome latino Tal fato Janet considerou tratar-se de uma lembrança subconsciente. Mas Janet persistia em afirmar que todas as atividades subconscientes da mente deviam ser exploradas com prudência.

Janet fala da análise psicológica como de um método geral, da mesma forma que um químico parte da analise química.

Há uma diferença característica entre Janet e Freud, pela qual a psicanálise tem seu método pessoal.

Freud declarou " o fundador da psicanálise é só qualificado por definir o que é a psicanálise e aquilo que não é."

Tal idéia não foi jamais aceita por Janet pois que para ele a análise devia ser seguida pela síntese

Janet edificou uma forte construção sintética no qual ele englobou os mais numerosos elementos.

Toda a psicopatologia ele analisa seguida pela psicologia animal, e uma parte pela psicologia de infantil

É justamente nesse ponto que Piaget vem completar Janet, e reforça também a psicologia social e a etnologia.

A medida que Janet avançou nesta construção novos questionamentos surgiram.

O que Paul Janet havia descrito detalhadamente sob o nome de " moral ", o seu sobrinho Pierre Janet a incorporou na sua hierarquia de tendências sob o nome de " conduites rationnelles-ergétiques ", " expérimentales " et " progressives".

Janet abordou os fenômenos religiosos de duas maneiras.

Ele pesquisa clinicamente alguns casos do espiritismo e da possessão demoníaca e estudou sobretudo por ter acompanhado durante vinte e cinco anos uma mística Madeleine ou Magdalena , que apresentou os estigmas da Paixão de Cristo, o que lhe permitiu efetuar uma série de pesquisas experimentais a respeito da histeria MAGDALENA, que era uma pessoa na qual a sua moléstia veio aclarar muitas dúvidas. Corresponde a uma das 5000 mulheres com transtornos nervosos e mentais internadas em Salpetriere. Magdalena, foi antiga bailarina da ópera que a toda custo queria ocultar sua profissão. Por esse motivo andava muito perturbada. O mal começou numa noite de natal foi se acentuando cada vez mais com o diagnóstico de uma siringomielia. afecção caracterizada, anatomicamente, pela formação de cavidades na medula espinhal, e clinicamente, por distúrbios sensitivos, tróficos, motores e reflexos.

O caso foi muito importante e devemos remontar a suas origens. Magdalena pertencia a uma família rica e rodeada por muito conforto. A tímida Magdalena começou com 12 anos de idade a ter escrúpulos e a perturbar-se pelo luxo que tinha em sua volta, e achava que não o merecia. A assustava o "conforto"; e queria ser a mais pobre entre as pobres e daí surgiu a fuga, que primeiro se apresentou em seu espírito como projeto e que depois realizou fugindo da família. Desapareceu e a polícia foi acionada para encontra-la. Teve um vida acidentada y esteve em San Lázaro entre as mulheres perdidas. Aos 40 anos foi levada pela polícia em Salpétriere, onde se teve conhecimento dela, pensando em cura-la e devolve-la para a sua família. Foi-lhe dado muitos diagnósticos porem na evolução de seu mal podem considerar-se quatro fases :a) A sucessão de estados morbidos-1. Estado de tentação 2. estado de aspereza; 3. estado de tortura, 4. estado de conformismo.

Analisando cada um dos estados, o primeiro estado, de tentação, com grande quantidade de escrúpulos, de duvidas e, de obsessões e de problemas intermináveis Nessa vida de caleidoscópio há uma idéia religiosa dominante. Pensa empreender uma viajem a Roma, porque a virgem subiu no céu e esta noticia queria revela-la ao papa. Os anjos a ajudariam para cumprir a sua missão, que não tem outro objetivo senão defender os interesses da Igreja. Para empreender o intento necessita realizar o êxodo e chegar sobre as pontas dos pés. Afirmava que subiriam 10 centímetros do solo (?) porem não importa!... tenho que ir a Roma.

O segundo estado, o seja de aspereza, tem a ausência de sentimentos traduzida num negativismo marcado. Constantemente dizia: "não sei rezar"; "Deus não me ouve"; "Deus não me ama", etc. Este aspecto cede lugar ao terceiro, o de tortura, onde afirma que está no inferno sofrendo inumeráveis tormentos físicos y morais "Passei - diz - toda uma noite suspensa por vigas de meu quarto. Profetizo todos os males. O comercio de Paris é de carne humana e parece como se por eles tivessem passado os quatro cavaleiros do Apocalipse."

Com tal convicção de suplícios, Magdalena é mentirosa por definição Pensa então no ódio de Deus e seu delírio se transforma em delírio persecutório, que apresenta os mesmos caracteres que aparecem nos fenômenos sociais, ou seja com seus dois aspectos, a saber: o ódio de um para com os demais e o ódio dos demais para com outro, em outras palavras um ódio recíproco: do sujeito que o experimenta para com todos a quem se tem e destes últimos para com o primeiro.

Na terceira etapa assinalada pela agitação acontece o último período de consolo, quando o sentimento religioso a salva e assim como teve profunda tristeza durante sua enfermidade, e tristeza mesclada com múltiplas inquietudes, fica satisfeita com a saúde. São duas curvas que se sucedem a uma e a outra.

b) Os sentimentos referentes a cada período patológico

Refletindo sobre os quatro estados ou períodos da vida de Magdalena, há um problema correspondente a cada ciclo e, portanto quatro problemas, a cada um dos quais se referem quatro sentimentos fundamentais, respectivamente: 1.inquietude,2.indiferença,3.tristeza, 4.alegría.

AS LIGAS SOCIAIS

Cada um destes sentimentos se realiza dentro de mesma sociedade que opera sobre nos e nos oferece diferentes matizes de interesse: simpatia, antipatia, ódio e amor; cada um de cujos estados, por sua vez, é capaz de originar enfermidades mentais nada mais que em sua provocação é muito comum que não exista simplicidade mas, pelo contrario, combinações e complexidade grandes, nas quais o psicólogo e o psiquiatra têm que fazer as análises, como iremos efetuar em cada um dos assuntos que vamos trabalhando no desenvolvimento de nosso estudo.

Ha a inquietude da alegria isolada, assim como ha a inquietude que se transforma em ódio quando se misturam certas idéias seguidas de angustia. Um homem no qual não se pode pensar sem que venha acompanhado de intranqüilidade, se o odeia; assim como a uma mulher em que se pensa sem que apareça o enlevo que se ama, porem sempre, em último caso, com o interesse de seu afeto e com a duvida e inquietude da sua correspondência.

A simpatia e a antipatia não se podem conceber senão socialmente e por a sua vez, são a fonte ou o ponto de partida de incontáveis estados de consciência. Sem embargo, estes ímpetos de aproximação ou de distanciamento que elas fornam, desaparecem no estado psíquico especial que temos chamado de "aspereza, * origem de transtornos patológicos sérios.

O termo não foi adequado e não se encontra no léxico clínico. Faz alusão a um estado de retração ou achatamento emocional, do autismo, que poderia corresponder a "atimhormia" de Dide y Guiraud.

Janet, ao adotar o termo de "secura", se enquadra dentro das tradição de Galeno para quem "o seco é mais abundante na bílis negra dos melancólicos.

Por outro lado não dispensava de informações sociológicas e etnológicas Janet havia diferenciado a " filosofia cientifica " da " filosofia moral ". A medida que ele evoluía e sobretudo nas ultimas publicações Janet retomou problemas de "filosofia moral" Um dos problemas que o preocupava era aquele de historia, disciplina que não utiliza critérios da ciência experimental e donde pode-se perguntar porque ela interessa aos homens. Janet se refere aqui a uma curiosa assertiva que constitui um leitmotiv que é a repetição, no decurso de uma obra literária, ou de determinado tema, a qual envolve uma significação especial ou tema ou idéia sobre a qual se insiste com freqüência, e nas suas ultimas obras e passa integralmente o fato da humanidade conservar integralmente partes misteriosas que nos é inacessível pelo menos atualmente por não podermos explorar ou mesmo , viajar um dia saberemos de coisas extraordinárias das quais não temos as menor idéia.

O problema da crença é um fato que preocupou Janet durante a sua vida. Durante muito tempo Janet havia abordado clinicamente pelos subterfúgios da crença mórbida tal qual se apresenta nas alucinações e nos delírios persecutórios É em nível pouco distante daquela que Janet, no inicio parecia, acomodar a crença religiosa; ele a classificou entre as condutas que denominava " asséritives" (isto afirmações sem fundamento experimental). Mais nos seus escritos posteriores aparece uma nítida evolução do pensamento de Janet pode ser que tenha partido de Bergson tal influência Janet encarava constantemente os místicos como pioneiros que haviam feito progredir o pensamento humano e adquirido conhecimentos fazendo progredir o pensamento humano e adquirido conhecimentos aprofundando-se nas condutas ascéticas, portanto por outras vias daquelas da ciência experimental.

É errado considerar Janet como um ateu; o termo diagnostico não tem sentido porque o seu pensamento comungava como de Jean Marie Guyau (filósofo,sociólogo,psicólogo e poeta.) Este filósofo que ele muito admirava era um homem dotado de sentimento religioso mais incapaz de aderir pela razão a algum dogma religioso.

Por ocasião de sua morte, Pierre Janet escrevia uma obra sobre a crença com o manuscrito inacabado e ainda inédito. Tudo nos leva a crer que Janet havia formulado de forma secreta que deve ter levado ao túmulo pois que não existe nenhum fragmento esparso.

Nos esperamos que esse estudo possa contribuir para que o monumental trabalho de Janet saia da penumbra colocado pelas liças constantes que teve com sábios da época notadamente Freud

JANET E CHARCOT

Pierre Janet foi aluno de Charcot quem lhe sugeriu estudar medicina para ampliar sua formação filosófica inicial e poder construir uma psicologia voltada à medicina. Se não teve uma "escola" no mesmo sentido que Freud, seu contemporâneo e inimigo pessoal, Janet exerceu influencia em destacadas personalidades da psicologia e da psiquiatria, como Jean Piaget (13)

As primeiras experiências sobre hipnose e sonambulismo foram relatadas em 30 de novembro de 1885 através de prestígio de seu tio Paul Janet na Sociedade de Psicologia Fisiológica cuja reunião era presidida por Charcot passando assim a conhecer o nome de Pierre Janet

No dia 1º de novembro do mesmo ano iniciou os seus estudos de medicina nos serviços de J.Fairet, porém Charcot já havia preparado

para Pierre Janet, o laboratório de psicologia experimental em la Salpêtrière dirigiu sua tese "Contribuition à l´étude des accidenta mentaux des histériques" em 29 de julho de 1893 porém apresentada uma ano antes com o título de "L´État mental des hysteriques, les accidents mentaux’

Charcot prestigiava o pensamento de Janet no campo de enfatizar a noção de consciência ficando reduzida nos enfermos com debilidade psicológica.Tal conceito levou Janet a fazer a partir de 1901 a análise descritiva de outra "grande neurose", construída "segundo" o modelo da epilepsia e da histeria, "a psicastenia"(termo criado por Janet para substituir o de neurastenia) , e que foi objeto de importante obra"Les obsessions et la psychasthénie", publicada em 1903. A Definição de Janet é "Afecção mental muito difundida, caracterizada por diminuição de tono vital(abaixamento da tensão psicológica), e cujos principais sintomas são depressão física e moral, um sentimento de falta de alguma coisa e perda do sentido de realidade, uma tendência patente de obsessões às manias(sobretudo a mania de escrúpulo) e aos fenômenos ansiosos. Lastimavelmente em 16 de agosto falece Charcot e seu sucessor Raymond manteve Janet no cargo mas quando em 1910 falece o seu sucessor Déjerine começou a criar impecilhos para Janet e ele foi alojar-se no serviço vizinho de Nageotte que não tinha os mesmos interesses de Janet isto é a psicologia experimental mas sim a histologia deu solução a uma pergunta de fácil compreensão, mas de difícil resposta quando definiu a sugestão como «a operação pela qual no caso do hipnotismo, ou talvez em certos estados de vigília a definir, pode-se, com auxilio de certas sensações, sobretudo com auxilio da palavra, provocar em indivíduo nervoso, e bem disposto, uma série de fenômenos mais ou menos automáticos: faze-lo falar, mover-se, pensar, sentir em ultima análise transforma-lo em máquina»

A definição foi aceita com exclusão do termo nervoso; atendendo-se ainda que, se não pode transformar todo o sujeito em máquina, a isso se opondo uma resist6encia orgânica, consciente ou inconsciente; porquanto não se admite mais como tão absoluta essa passividade do hipnótico: há sempre duas forças em conflito: a sugestão e a personalidade

A importância de Salpêtrière

No ultimo terço do século XIX Jean-Martin Charcot foi o primeiro cientista à dar apresentações das manifestações do inconsciente nas áreas de l'hôpital de la Salpêtrière) Afirma-se que a 'historia do inconsciente teve inicio dezenas de anos aparecendo sob a forma de magnetismo animal e a pratique hipnótica atribuída à Braid (1843) a paternidade do 'hipnotismo cientifique, e era comum se entrosar com o magnetismo animal por sua vez o precursor. A maioria considera o verdadeiro precursor da hipnose Franz-Anton Mesmer (1734-1815), o criador do magnetismo animal e vai centrar a cura magnética sobre a crise convulsiva. Se instalou em Paris no ano de 1778, com sucesso a pratica de passes magnéticos quando se instaurou o uso da "baqueta magnética", que o rei Luís XVI ordenou uma enquête. O magnetismo animal foi banido na França duas vezes por uma comissão composta por membros da 'Academia Real de Ciências e a Faculdade de Medicina (

Puységur vai, destacar a influência da vontade na terapia e da ordem do terapeuta sobre o doente quando Jean-Martin Charcot foi nomeado em 1862 chefe de clinica encarregado do serviço de alienados à la Salpêtrière, conhecido por importantes trabalhos no domínio médico mas ele não se 'interessou ainda pela histeria.

O hipnotismo entra à la Salpêtrière em 1878

Apesar de em 1865 se encontrar a primeira publicação de Charcot sobre a histeria foi em 1870 na cátedra que vai se tratar esse tema

A época que se dá a primeira aula clínica foi em 29 de maio 1866, na Salpêtrière; não havia anfiteatro para dar aula que eram feitas nas salas de enfermarias Preparou as oito ou dez aulas que não foram expostas no estado atual mas apresentou fatos novos apresentando doenças crônicas dos idosos. Mais tarde percebeu-se mais particularmente o estudo das doenças do sistema nervoso. Em 1870 foi feita a sua primeira conferência

Sobre o tema de histeria apresentando o caso de Justine Etchevery, um caso típico para o estudo clinico das multiples manifestações locais somáticas da histeria (Charcot, 1872-73).O programa de la Salpêtrière sobre a histeria não se amplia senão a partir de 1876-1877 com os primeiros trabalhos de Charles Richet (1875) que estudou o sonambulismo provocado e mostra por passes dites magnéticos pela fixação de um objeto brilhante e de outros procedimentos empíricos que são obtidos uma nevrose provocada análoga ao sonambulismo natural. de la Salpêtrière, direto sob os auspícios do "Progrès Médical" fundado em 1873. Enfim foi sobretudo com a introdução à la Salpêtrière em 18 julho de 1876, sob a orientação de Charcot, da metaloscopia (determinação de um metal pelo qual o doente histérico é sensível da metaloterapia (terapêutica interna decorrente da afinidade revelada pelas aplicações externas dos metais por um experiente médico: Victor Burq.

O "burquisme", como foi chamado foi estudado pela Société de Biologie na cátedra da comissão nomeada por Claude Bernard e presidida por Charcot, encarregado de examinar a realidade do fenômeno da métaloscopia A Société de Biologie fez dois relatórios um em abri de 1877 sobre a metaloscopia outro em abril de 1878 sobre a metaloterapia A ação das placas metálicas é indubitável pelos comissários mesmo sob as condições de experimentação são discutíveis Os metais e os imãs produzem ou fazem cessar perto dos histéricos a 'hémianesthésie, as contraturas as perturbações visuais ou auditivas etc. Mais o que os membros da comissão descobrem é a existência de um "transfert": sem a aplicação de metais conduzidos em volta da sensibilidade observando que a anestesia se desloca através de uma zona sã

Resolve-se também a idéia de uma produção artificial dos sintomas histéricos pela aplicação dos imãs e solenóides indutor constituído por um conjunto de espiras circulares paralelas e muito próximas, com o mesmo eixo retilíneo. Da histeria chega-se ao hipnotismo esse é o raciocínio marcado pela história que foi conduzida por Charcot marcado pela historia que foi conduzida por Charcot em Salpetriere

No ano de 1878 ele inicia a hipnotizar seus pacientes histéricos com o auxilio de seus dois colaboradores Paul Richer (1849-1933) et Georges Gilles de la Tourette (1857-1904): "Ele se preparou por muito tempo aos estudos complexos por um conhecimento profundo de doenças nervosas permitindo ao professor Charcot, de fazer do 'hipnotismo ume verdadeira ciência. Foi pois em1878 que inicia-se no l'hospice de la Salpêtrière duas conferencias memoráveis que deviam dar um uma nova projeção aos estudos hipnóticos

JANET E CARL GUSTAV JUNG

Carl Gustav Jung , psiquiatra suíço (1875-1961), foi durante o inverno de 1902-03, a Paris estudar sob a orientação de Pierre Janet, que já era considerado notável psiquiatra francês, discípulo de Jean-Martin Charcot, neurologista francês Em 1902 freqüentou per um semestre as seções de Pierre Janet em Salpétrière, famoso hospital de Paris para doenças mentais e onde havia lecionado Charcot.

Em 1900 no mesmo da sua publicação da "Interpretação dos sonhos " Jung chamava a atenção da importância da psicologia na psiquiatria

Em 1902 defende tese de doutorado em medicina: "Sobre a Psicologia e Patologia dos chamados fenômenos ocultos". torna-se primeiro assistente em Bürgholzli manicômio cantonal e instala clinica psiquiátrica da Universidade de Zurique, onde trabalhava com Eugen Bleuler, e. nesse mesmo período, foi à Paris fazer um curso de férias com Pierre Janet na qual passa um semestre em Salpétrière

Em 1903, Jung e Bleuler, dão prosseguimento a uma série de experiências que denominavam "associações", nas quais, a linguagem aparece como a via principal de acesso aos complexos do inconsciente. Assim, nasce o teste de associação de palavras que caracteriza definitivamente a psicologia junguiana

JANET E FREUD

Freud, percebendo o avanço que Pierre Janet fazia neste campo de estudos, juntamente com Breuler fez a publicação conjunta dos dados obtidos na experimentação do método catártico, elaboração esta que vem a lume em 1895, sob o título de "Estudos sobre a histeria".

Freud e Janet, ainda que seguindo caminhos opostos, teriam em fins do século XIX e início do século XX introduzido e fortalecido a noção de psíquico, marcando a possibilidade de caracterizar-se uma doença do espírito.

Para Freud, as noções de trauma e conflito constituem o fio condutor do seu pensamento; e para Janet, a noção de déficit, de uma insuficiência, seria o ponto determinante.

Janet defendia uma "deficiência inata da capacidade de síntese psíquica", assim como na estreiteza do "campo de consciência". A divisão da consciência seria um fator primário.

Freud, enfatizando a noção de trauma situa como secundária a divisão da consciência. Ainda que oscilante, em um primeiro momento, no abandono das causas hereditárias e degenerativas na etiologia das neuroses, a psicanálise vai-se fortalecendo dentro de um campo onde o sujeito marcado pelos seus conflitos, oscilante entre os imperativos da lei, é dominado por uma culpabilidade que delineia as marcas da sua subjetividade.

Pierre Janet havia dito, com senso profético, por volta de 1923: "A hipnose está morta, até que ressuscite novamente". Não há notícias sobre o uso da hipnose com os neuróticos de guerra de 1914-1918. Tornou-se, entretanto, cada vez mais importante, desde os fins de 1944. Em pleno curso da guerra de 1939 a 1945.

Cumpriu-se, nas palavras literais de Freud, "a liga do puro ouro da psicanálise irá se unir com o cobre da sugestão direta", implicitamente entendida o cobre como a hipnose, Freud menciona Janet e seus estudos, de quem discorda no que diz respeito à histeria.

Janet não parou de investigar e aplicar a hipnose em sua clínica, e o fez por muitos anos, quase até a década de cinqüenta.

O conhecimento do que se publicava, na época, eventualmente, pode ter tido influência no sentido de que Freud, nem nas palavras acima nem posteriormente, não fez mais alusões à sugestão hipnótica nos mesmos termos em que, antes, de modo velado ou aberto, a depreciava.

Freud, repudiou a hipnose considerando o método catartico em primeiro lugar e a psicanálise em segundo lugar. Considerando naquele tempo que a metodologia verdadeira e única referência para "cura" e o estudo da psique

A hipnose que não podia ainda dar uma explicação valida para a compreensão da sua fenomenologia, que foi expandida posteriormente na pesquisa médica e psicológica.

As relações de Freud com Janet nunca foram amistosas porque Janet

achava que Freud lhe devia muitas explicações das criticas que lhe havia feito, assim como Freud achava que questionar Janet porque ele havia atacado com veemência a Psicanálise

Freud e seu contemporâneo, Pierre Janet, tiveram discordância inicial com a adoção de dois termos diferentes (inconsciente e subconsciente)

Cada um adotou e manteve o próprio termo em razão dos desentendimentos e disputas pessoais entre os dois cientistas mais do que em função de uma dissonância teórica sobre a natureza e De um lado Freud desvendou o homem culpado e Janet, o homem insuficiente estrutura daquilo que não é consciente.

Não há evidência de que o termo de Janet, subconsciente, e não o do inconsciente de Freud, seja o resultado de uma "decisão consciente" e de um compromisso teórico

Janet no Congresso Internacional de Medicina realizado na França em 1913, exaltou a Psicanálise dizendo que ela havia prestado grandes serviços á psicologia

A obra de Janet se desenvolveu paralelamente aquela de Freud.

Seus respectivos trabalhos apresentam como ponto de partida analogias e convergências indeléveis. Janet, a quem se deve uma descrição sempre atual do que chamou Psicastenia, para designar as diminuições das atividades psíquicas que caracterizavam as perturbações mentais dos doentes atacados de obsessão, fobia, abulia, dúvidas etc.

Janet comungava com Freud quando admitia como critério do normal no homem uma harmoniosa coordenação de suas energias, admitindo a possibilidade de outra explicação para as deficiências dessa "Tensão psíquica" e suas anomalias

Janet não teve nesta obra o destaque que merecia (Cf.E. Minkowski, "Pierre Janet, Essai sur l´homme et sur l´oeuvre" no Centenaire de Th. Ribot que foi seu mestre), assim como Paulo Foulquié" La psychologie conteporaine", Paris.P.U.F 1951 ,pags.329-350)

Infelizmente, este foi o tom da polêmica, que prevalece á medida que se acentuam as suas divergências. Através de diálogos vagos e de encontros que não aconteceram pois que os dois jamais se encontraram. e Freud não compareceu no Congresso de Londres em 1913 para discutir com Janet o motivo do qual ele havia desferido fortes ataques contra a psicanálise.

Janet foi convidado por Freud para ir á Viena, em 1937.

Pela primeira vez no crepúsculo de suas longas vidas, Freud pediu a Janet para ser recebido por ele....

JANET E PAVLOV

Ivan Petrowich PAVLOV ,nasceu em Riazan em 1849 formando-se médico com 30 anos na Academia Militar de Saint-Pétersburg. Morreu com 87 anos em 1936.

Pavlov foi contemporâneo de Janet. Em 1933, Pavlov endereçou a Janet correspondência convidando-o a publicar um artigo no seu jornal de psicologia.

Existe estudo da troca de correspondência de Janet com Pavlov

O fisiologista russo tinha lido em 1932 um artigo de Janet no jornal de psicologia intitulado "Os sentimentos no delírio persecutório"

O artigo lhe havia despertado interesse e ele procurou contato com Janet. em 1933 convidando-o para escrever no seu jornal de psicologia

No artigo Janet evoca o que ele denomina de sentimentos de dominação. É sobre dois pontos de vista das idéias de influência e o delírio, que Pavlov pretendeu dar sua própria interpretação comparando-se ou opondo-se a Janet

Foi no Congresso Internacional de Medicina em Madri no ano de 1903 que Pavlov definiu os reflexos condicionados.

Ate a sua morte que ocorreu em 1936 manteve-se firme nos estudos do funcionamento dos grandes hemisférios cerebrais .Nas suas pesquisas feitas sobre os mecanismos fisiológicos e a atividade nervosa superior ele revela os fenômenos hipnóticos

A ESCOLA FRANCESA FOI PIONEIRA NA DISCUSSÃO DA GÊNESE PSÍQUICA DAS AFECÇÕES NERVOSAS

A substância das palavras de Freud proferida , em 1918, foi posta em prática, em 1945, renovada para o tempo em curso. A partir desse ano, firmou-se o avanço das hipnoterapias.

Redescobriu-se o velho aceno conciliador entre a psicanálise e a hipnose, pois que ao iniciar-se a década de 1940, diante da brutal realidade psicopatológica de um sem-número de ex-combatentes, portadores de quadros alarmantes de alterações nervosas tornou-se, obrigatório procurar, com urgência, o alívio pela grande massa de sofrimentos jamais vistos em tamanho, volume e brutalidade. sendo pois a escola francesa pioneira na discussão da gênese psíquica das

Neuroses de guerra

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante alguns anos que precedem a publicação da interpretação dos sonhos Freud introduz na nosografia, algumas entidades novas. Ele descreve a nevrose e a angustia separando-as da categoria de forma muito singular, da neurastenia

Ele separa pela primeira vez a nevrose obsessiva e propõe o conceito de psiconévrose de defesa na qual é integrada a paranóia.

Mas a mancha principal é aquela de auto-analise, termo que ele empregou por pouco tempo

Vejamos o que ele escreve na carta à W. Fliess (16) em 14 novembro 1897, "Minha auto-analise permanece sempre nos meus planos

Eu tenho sempre me baseado na razão é pelo fato que eu não posso me auto analisar. De que me servem os conhecimentos objetivamente adquiridos ,uma verdadeira auto-analise é realmente impossível sem a qual não haveria mais doenças"

Freud começou à analisar sistematicamente seus anseios a partir de julho de 1895. Tudo aconteceu como se Freud sem se aperceber, logo a primeira vista havia utilizado Fliess como interprete para efetuar sua própria análise.

Com a morte de seu pai em 23 de outubro de 1896 pode-se avaliar que este acontecimento não é estranho ao complexo de Édipo onde se encontra um ano mais tarde na carta escrita à Fliess em 15 de outubro em 1897,

A primeira formulação esquemática é a seguinte: "não me havia passado pela mente que uma só idéia teria um valor geral

Eu encontro em mim sentimentos de amor por minha mãe e de ciúme por meu pai sentimentos que são, eu penso, comuns a todos os filhos jovens mesmo quando seus aparecimentos não são tão precoces que as crianças tornam-se histéricas.

Em 1902 Freud rompe definitivamente com Fliess.

Em 1900 surge "A Interpretação dos sonhos

A partir de 1924, nas Faculdades de Medicina, levas de médicos se dedicaram especialmente ao estudo das desordens mentais sendo adeptos dos pensamentos de Janet e Freud, respectivamente como representantes das escolas francesa e alemã procurando demostrar as analogias e as divergências havidas entre as teses de um e de outro, encontrando como fundamental e "verdadeira" a noção da "subconsciencia" que encontra concordância no pensamento de ambos.

Para muitos estudiosos a teoria de Freud tinha semelhanças com os conceitos apresentados por Janet. É o que caracterizava a psicanálise De forma destacada era o "procedimento" da associação livre.

O que deixou Freud marginalizado foi no que dizia respeito a sexualidade.

Muitos pesquisadores externavam como absurda a teoria pansexualista de Freud, porque não conduz à uma hipótese que possa ser logicamente aceita em psicologia, pelo seu conceito unilateral

As únicas vantagens que as teorias de Freud apresentam nesse aspecto é o que considera o fato que permite dar más importância para psicologia infantil, porque é fora de dúvida que é de grande importância a vigilância na sua vida sexual admitindo-se "a existência" da sexualidade infantil e para tanto há necessidade de implantar normas educativas que previnam e reprimam "tendências perversas" e "malformações no comportamento sexual"

Para poder entender porque autores apresentam pontos de vista tão antagônicos entre Janet e Freud é bom recordar que a introdução da psicanálise na França ,Freud aparece como um continuador de Janet e de Binet e na qual a psicanálise converte- se numa "nova psicologia" da dissociação.

No famoso Congresso Internacional de Medicina que se realizou em Londres no dia 7 de agosto de 1913 transformou-se numa uma espécie de campo de batalha em que Freud e Janet tratavam de atribuir-se o título de fundador da psicanálise

Pierre Janet, paradoxalmente reivindica a paternidade de uma doutrina que condenava.

Em suma as controvérsias maiores residem no fato da psicanálise fundamentar-se na teoria "pansexualista

Estudiosos como Janet, Breuer, Freud e outros forneceram prova da existência deste lado obscuro do psiquismo humano que é o conceito do inconsciente que exprime antes de mais nada a idéia de algo indefinido e negativo e que não podia satisfazer somente a constatação da sua existência.

Precisava sair a escala subjetiva para esclarecer como este inconsciente era feito e o que continha

Foi Carl Gustav Jung , discípulo de Janet que se dedicou ao estudo da estrutura e conteúdo do inconsciente. Enquanto a teoria freudiana via no inconsciente um receptáculo de tudo aquilo que é incômodo, indesejável ou mesmo inútil para o consciente Jung traçou uma distinção entre o consciente pessoal o impessoal e o coletivo

O inconsciente pessoal contem toda a aquisição da existência tais como fatos esquecidos, removidos, percebidos, pensados e sentidos sob o limiar da consciência. Ao lado deste conteúdo pessoal inconsciente, existem entre outros conteúdos que não se originam de aquisições pessoais, mas da possibilidade do funcionamento que a psique tem herdado

Janet, e outros estudiosos consideravam a possibilidade de ser a consciência constituída de diversos sistemas de controle estruturados de forma hierárquica dotados de uma bem definida mobilidade e fluidez ,e que a hipnose se realiza no momento que se transita de um sistema de controle ao outro como se fosse um momento de estágio um "non sequitur" (isto é o argumento cuja conclusão não é garantida pelas premissas para a mente naquele ponto).

Marcas característicos desses impasses podem ser situados nos trabalhos de Charcot e seus discípulos.

Pesquisadores com notórias contribuições científicas, não conseguiram propor um novo modelo que apresentasse respostas para os questionamentos cruciais daquela época, como por exemplo, a constatação de estados alterados da consciência, de desdobramentos da personalidade, das duplas personalidades.

Uma fraqueza de síntese psicológica era a explicação defendida por Pierre Janet. (Laplanche e Pontalis, 1967, pg. 174).

Os ataques histéricos foram reconhecidos com os sinais de uma crescente excitação emotiva equiparada ao desabafo de afeto

Charcot tentou fixar uma fórmula descritiva da multiplicação das formas de manifestar-se e Janet reconhece a representação inconsciente que age atras deste ataque

A psicanálise tem demonstrado que são configurações mímicas de cenas e visões imaginárias que ocupam a fantasia dos doentes sem que esses estejam conscientes através da condensação e deformação dos atos destinados a configurar esta pantomima que não são entendidas pelos circunstantes. O mesmo acontece com os demais sintomas das doenças histéricas. Trata-se neste caso de configuração mímica ou alucinatória e de fantasia que dominam inconscientemente a vida emotiva do paciente e cujo significado situa-se no recôndito do seu segredo, desejo e culpa.

O caráter tormentoso destes sintomas deriva do conflito interior no qual vem situada a vida psíquica destes doentes pela necessidade de lutar contra tal impulso do desejo inconsciente

Pierre Janet se ocupou precisamente deste lado da reação inconsciente

Freud estudou superficialmente com Janet em Paris, e Janet alega que havia tido grande influência para formar a sua idéias

Considerava Freud um observador arguto porém sem conhecimento da psicologia dinâmica, conhecia bem a teoria fisiológica do fenômeno inconsciente e falava de abaissement du niveau mental (rebaixamento do nível mental) vale dizer de um certo enfraquecimento de tensão da consciência isto é um conteúdo submerso na consciência que se torna inconsciente

È a mesma idéia de Freud, com a diferença que se aprofunda no inconsciente porque vem auxiliado pelo outro sendo esta a primeira divergência com Freud.

Nos dias de hoje existem tentativas para explicar a complexa fenomenologia hipnótica com o conceito de transferência e mais recentemente a teoria cognitiva e dissociação (Janet, Hilgard etc.) que se apoiam sobre a idéia que a consciência humana seja constituída de uma multiplicidade de sistema de controle hierarquizado dotados de uma bem definida mobilidade e fluidez e que a hipnose se realiza na transição de um sistema de controle ao outro

Quiçá com qual ótica seriam analisados os procedimentos mentais se não haviam os célebres pioneiros da psiquiatria dinâmica (Charcot, Janet, Freud, Jung …);

Pierre Janet, , com senso profético, por volta de 1923 comentou:

"A hipnose está morta, até que ressuscite novamente".

Não há notícias sobre o uso da hipnose com os neuróticos de guerra de 1918. Tornou-se, entretanto, cada vez mais importante, desde os fins de 1944.

Cumpriu-se, as palavras literais de Freud, "a liga do puro ouro da psicanálise com o cobre da sugestão direta", implicitamente entendida Freud teria sido capaz de antecipar que para ele, a hipnose era uma manifestação histérica, pois jamais em sua clínica presenciou um transe hipnótico em pessoa não histérica.

Por outro lado, Lièbeault (17) contestava-o, pois há mais de vinte anos hipnotizava pacientes de todos os tipos, principalmente homens do campo, sem encontrar nenhum histérico entre eles.

Um defensor de Charcot, Babinski (18) apoiando-se nas idéias de Pierre Janet, outro partidário da mesma teoria, em janeiro de 1891, na Sociedade de Hipnologia, afirmou que os pacientes de Bernheim eram todos histéricos, apesar de observar 72 pessoas hipnotizadas em Nancy.

Dois anos antes, no Congresso de Psicologia Fisiológica, o suíço Forel(19) havia contestado Janet, relatando que além de Lièbeault e Bernheim, Westertrand, em Estocolmo, havia hipnotizado mais de 4.000 pessoas ao longo de três anos, com pouquíssimos casos de refratários. Afirmou também, que em seu asilo, em Zurique, todos os enfermeiros e enfermeiras eram hipnotizáveis e, que ele jamais colocaria histéricos para trabalhar em hospital de alienados. Concluiu dizendo que "é com o cérebro que se opera para realizar fenômenos hipnóticos e que os cérebros são tanto mais fáceis de impressionar (receber sugestões) quanto mais sadios forem, considerando-se que os cérebros dos histéricos, são agitados e volúveis, cheios de caprichos, repelem sugestões, ao contrário dos normais que pensam com lucidez".

Hoje sabemos que pessoas histéricas são realmente maus pacientes, embora possam ser tratados.

Embora a escola de Charcot tenha contribuído para a evolução do hipnotismo, suas idéias provocaram um certo atraso no desenvolvimento científico do mesmo. Paralelamente, por pouco tempo, existiu um escola chamada escola da Caridade, cujo líder era o Dr. Luys , que também admitiu a influência material sobre o indivíduo hipnotizado, até mesmo à distância. Fez experiências com medicamentos e outras substâncias em recipientes fechados e colocados sobre o pescoço dos pacientes, com bolas coloridas colocadas sobre as mãos dos mesmos, com resultados cujas reações variavam de acordo com o produto e a cor utilizado.

HOMENAGEM AO IDEALIZADOR DA SOCIETÉ PIERRE JANET

PROFESSOR DOUTOR HENRI FAURE

ADEUS MEU CARO MESTRE QUE TINHA COMO PONTO ALTO O SABER PORÉM MUITO MAIS ALTO O SEU TIMBRE ERA A LEALDADE E A HUMILDADE

Já se passaram vinte e cinco anos e foi precisamente em 12 de dezembro que partilhamos juntos de um alegria ao sentirmos que os nossos ideais se comungavam em torno da psicologia patológica e isto foi no Laboratoire de Psychologie Pathologique de la Sorbonne , na Universidade de Paris na Faculté des Lettres et Sciences Humanes em que traçamos planos de um trabalho conjunto que vingou e perdurou até quando fostes chamado para a outra missão que um dia todos nos seremos chamados e seu falecimento ocorreu em 7 de junho de 1999.

Partistes Querido Mestre mas a missão foi cumprida.

O seu incansável espírito sempre dizia sim a todos os projetos que lhe eram apresentados

Mesmo doente vitimado por pertinaz moléstia invalidante a sua ação era constante porque nunca lhe faltou lucidez, coragem de enfrentar obstáculos e com uma vida profissional intensa associando a atividade hospitalar, a pesquisa e o magistério que era magistral pontificando na Universidade René Descartes no Laboratoire de Psychologie Pathologique de la Sorbonne da Universidade de Paris e na Faculté des Lettres et Sciences Humanes.

A sua têmpera foi herdada de seu pai médico militar brilhante

Em 1947 no Hopitaux de Clermont-Ferrand como interno seu nobre papel de minorar o sofrimento humano era uma constante e a sua tese defendida na Université de Toulouse é um marco histórico da psicologia patológica.

Aliás a Faculté de Lettres et de Sciences Humaines de Paris mantém a indelével tese "Les objets dans la Folie", com uma tese principal denominada "Hallucinations et réalités perceptives" com a tese anexa "Les appatenances du délirant" que deram origem a dois livros verdadeiros vade-mecum reeditados em 1969 e 1971.

Sucedendo a D. Lagache, a testa da cátedra de Psychologie Pathologique á l´Université René Descartes deixastes um vácuo nos alunos, colegas e na própria psicologia patológica

Profundo conhecedor dos grandes alienistas do século XIX e começo do século XX ,como cientista das doenças mentais iniciastes o grande trabalho que ficará na História da Psicologia Patológica que foi fundar em 1970 "Societé Pierre Janet", estimulando um grupo de médicos e universitários, com a missão de divulgar a obra de um dos maiores psicólogos franceses o grande Pierre Janet

Em seguida a sua fundação recebi do pranteado e querido Professor Henri Faure a seguinte comunicação

Monsieur le Professeur

Mon Cher Collègue,

"Le Conseil d´Administration de la Societé Pierre Janet a eu l´honneur, d´enregistrer votre candidature. Nous sommes heureux de vous indiquer que vous avez été inscrit sur la liste des Membres de notre Societé

Nous nous permettons d´attirer votre attention sur l´un de nos premiers objectifs: la réédition et la diffusion des oeuvres de Pierre Janet. Nous esperóns votre aide por cette immense tãche.

Peut-etre pourrez-vous participer au prochain congrés International de Psychoterapie Qui aura lieu á Paris du 4 au 11 juillet 1976.Une table ronde consacré a la Psychotérapie ´a travers l´ouevre de Pierre Janet a été prévue; nous serions heureux que vous y apportiez votre concours

J´espère que cette invitation pourra vous aider à organizer votre voyage à Paris

Dans cette attente, je vous prie d´agréer,Monsieur le Professeur, Moncher Collèggue, l´assurance de ma trés haute consideration

Professeur Henri Faure

Médecin Chef a L´Hopital Psychiatrique

De Bonneval(EURE-&-LOIR

Directeur du LaboratoiredePsychologie

Pathologique de la Sorbonne

No curso de quinze anos, a Sociedade Pierre Janet reeditou ou contribuiu para a reimpressão de sete obras que são as seguintes.

1-L´Automatisme Psychologique. 2-De l´Angoise á l´Extase(2 tomos)

3-La Medicine Psychologique 4-L´évolution Psychologique de la personalité.5-Les médications psychologiques (3 tomos)

5-Les Obsessions et la Psychastenie (2 tomos) 7-L´État mental des Hysteriques

A Academia Brasileira de Psicologia e a Academia Internacional de Psicologia por proposta de Presidência e ratificada pela Diretoria Executiva e Conselho Consultivo dará o nome de Henri Faure como Patrono da Cadeira nº25 ao lado de Pierre Janet que é o Patrono da Cadeira nº1 cujo titular é o que escreve o presente memorial- Roque Theophilo

 

 

NOTAS

(1)"L´Automatisme Psychologique»- Na estante de textos será apresentado estudo pormenorizado sobre o assunto [acima]

2) Charcot

Nasceu em Paris em 29 de novembro de 1825. Era filho de um fabricante de carruagens, estudou no Liceu Saint-Louis, e em 1852 entrou como interno em Salpetrière. No ano seguinte defendeu tese, tornando-se médico dos hospitais em 1856, sendo agregado em 1860.

Casou-se com uma dama rica e conseguiu graças a sua influência grande destaque em Salpetrière.

Em 1872 torna-se membro da Academia de Medicina e em 1883 entra na Academia de Ciências Em 1878 fez a sua primeira e grande demonstração em Salpêtrière Em 1872 ingressa na Academia de Ciências

Um fato interessante é que Charcot, jamais hipnotizou e eram os seus assistentes que hipnotizavam as histéricas, passando-lhe depois o comando e Charcot passava a atuar. Em suma todas as conclusões de Charcot foram tiradas das manifestações de histéricas hipnotizadas por outros

Foi em 1879 que fez uma série de conferências públicas em Salpetrière, mostrando a série de fenômenos hipnóticos, produzindo a letargia, a catalepsia, etc.; de tal modo, que a própria curiosidade publica foi despertada sem contar a importância que alguns cientistas começaram a demonstrar pelos estudos da hipnose.

Começam a surgir controvérsias entre as escolas de Salpetrière e Nancy

Na Escola de Salpetrière fazia-se o grande hipnotismo, assim chamado ao passo que na de Nancy se estuda faz-se o pequeno hipnotismo ou o sono provocado e seus efeitos indistintamente quer em indivíduos sãos como em doentes, com o propósito de cura, em suma a hipnoterapia.

Freud assim se expressou sobre Charcot:

"Acho que estou mudando muito. E vou dizer-lhe detalhadamente o que me está afetando. Charcot, que é um dos maiores médicos e um homem cujo senso comum tem um toque de gênio, está simplesmente desarraigando minhas metas e opiniões. Por vezes, saio de suas aulas como se estivesse saindo da Notre Dâme, com uma nova idéia de perfeição. Mas ele me exaure; quando me afasto, não sinto mais nenhuma vontade de trabalhar em minhas próprias bobagens; há três dias inteiros não faço qualquer trabalho, e não tenho nenhum sentimento de culpa. Meu cérebro está saciado, como se eu tivesse passado uma noite no teatro. Se a semente frutificará algum dia, não sei; o que sei é que ninguém jamais me afetou dessa maneira"

Morreu em 16 de agosto de 1893 de edema pulmonar. [acima]

(3)Eugène Bleuler

O nome de Eugène Bleuler está estreitamente associado a psiquiatria moderna. Ele foi o primeiro a desenvolver o conceito de esquizofrenia que vai articular aquele da demência precoce utilizada por Kraepelin.

Os trabalhos de Bleuler marcaram o conceito de doença mental no século vinte

Nasceu próximo a Zurique, em 1857 e faleceu em-1939

Estudou com grandes sumidades da época Charcot, Magnan, Forel etc.

Foi diretor do asilo de Rheinau antes de suceder à Forel na chefia do célebre Burghölzli à Zurique. Teve assistentes no correr nos anos que se tornaram grandes pensadores tais como Karl Abraham, Jung, Eugène Minkowski.etc

Embora não possa ser considerado discípulo de Freud ,Bleuler durante um certo período manifestou grande simpatia pela psicanálise e participou de alguns congressos

Ele sempre manifestou uma certo mal estar em face da importância dada à sexualidade na teoria freudiana.

Depois de 1910, Bleuler se distanciou pouco a pouco de Freud mas sua relação manteve-se cordial e até mesmo muito calorosa

Em 1890, ele tenta convencer seu amigo Breuer de escrever com ele um trabalho sobre histeria

O trabalho escrito em comum dará lugar em 1893 na Communication preliminar que servirá de abertura em seguida aos "Etudes sur l'hystérie"; onde já se encontra a idéia freudiana da defesa para proteger o paciente de uma representação "insuportável" ou "incompatível". No mesmo ano no texto intitulado: "Algumas considerações para um estudo comparativo de paralisias motoras orgânicas e histéricas", publicada em francês nos "Archives Neurologiques".

Freud afirma que "a histeria se comporte nessas paralisias e outras manifestações como se a anatomia não existe, ou como se ele não havia nenhum conhecimento ". Os Estudos sobre a histeria, obra escrita em conjunto com Breuer e Freud, surge em julho de 1995.Ele comporta, outra Comunicação preliminar, cinco observações de pacientes a primeira a de Anna O (Bertha Pappenheim, redigida por Breuer e é lá que se encontra a expressão tão feliz de "Talking Cure" proposta por Anna O; os quatro seguintes são atribuídos à Freud. A obra conclui sobre um texto teórico de Breuer e um texto sobre a psicoterapia da histeria de Freud, onde se pode notar os sinais que irá separar os dois autores a partir do ano seguinte

Na publicação: "l'Hérédité et l'étiologie des nevroses", publicado em 1896 na Revue Neurologique, Freud afirma enfaticamente experiência de passividade sexual antes da puberdade; tal é portanto a etiologia especifica da histeria." O termo psicanálise é empregado pela primeira vez È. Igualmente no curso desses anos que a reflexão de Freud sobre a interrupção brusca de Breuer do tratamento da Anna O o intima a manter a transferência. É importante assinalar a redação em algumas semanas no final de 1895, de "l'Esquisse d'une psychologie scientifique" que Freud nunca publicou e que constitui nos seus princípios sua ultima tentativa para firmar a psicologia sobre os dados recentes da neurofisiologia Nessa época Freud havia abandonado a hipnose e a sugestão inaugurando a técnica de associações livres. Sua posição doutrinal é centrada na teoria da origem patogênica constituída na infância por ocasião de um trauma sexual real resultante da sedução par um adulto. O sintoma é a conseqüência do aprofundamento de representações insuportáveis constituídos por esse núcleo e o tratamento consiste em trazer para a consciência os elementos como se tirasse um "corpo estranho", o desaparecimento do sintoma foram em conseqüência da elevação do sentido pelo aprofundamento do problema.

Breuer

É comum haver confusão entre as personalidades de Josef Breuer e Eugène Bleuler por causa da semelhança gráfica

Josef Breuer (1842-1925)

Pode ser considerado como o "grande pai" da psicanálise.

Nasceu em Viena de família de vivência judaica.

Muito jovem interessou-se pela medicina recebendo em 1867 o título de Pvivat-Dozent

Abandonou a carreira universitária para dedicar se a clínica particular Paralelamente a prática clinica Breuer efetuou trabalhos de pesquisa no Instituto de Fisiologia dirigido por Ernst von Bruke, que era clinico de renome, conhecido pelo encontro que teve em 1880 com Freud

A relação entre Freud e Breuer se caracterizou pelos laços de amizade que ambos estabeleceram por muitos anos com mistura de dependência, admiração e até de rivalidade

A colaboração mais intensa iniciou-se com o estudo de Anna O ou Bertha Pappenheim.(1859-1936) Era conhecida da esposa de Freud.

Em 1880 Breuer, narrou à Freud, o caso de Anna O, que a analisara durante dois anos. Quando foi internada tomava doses maciças de morfina e o tratamento foi interrompido quando Breuer se viu diante uma violenta transferência amorosa onde ele não sabia como proceder e narrou as particularidades desta terapia ao seu jovem colega e amigo Sigmund Freud que por possuir conceitos novos manteve a terapia e seus conteúdos constituíram o cerne do pensamento psicanalítico freudiano. sendo pois o caso Anna O, a fonte da elaboração teórica que remeteu Freud a psicanálise

Ana O., foi marcada por perturbações que surgiram por ocasião da doença e da morte de seu pai com o seguinte quadro: contrações das extremidades, com anestesias do lado direito e, às vezes, do lado esquerdo; perturbações motoras, dificuldades da visão, tosse nervosa, anorexia e impossibilidade de beber, apesar de intensa sede, e perturbações da consciência.

Por sugestão da própria paciente moça de inteligência e cultura Breuer submeteu-a à hipnose, e verificou que, todas as vezes que a moça lhe comunicava as paixões e idéias que a dominavam, voltava ao seu estado psíquico normal. Concluiu, então que os sintomas apresentados por Ana O. eram causados por traumas psíquicos múltiplos e que a detecção de traumas recentes precedia a detecção de traumas mais antigos.

Breuer, ficou muito impressionado que os sintomas desapareciam quando a paciente lembrava-se das circunstâncias do seu aparecimento mas sem apresentar uma melhora definitiva.;

Com essa experiência, Breuer criou o método catártico (do grego catharsis – purgação), que tinha como premissa a possibilidade do paciente ser hipnotizado, baseando-se na amplificação da consciência durante o sono hipnótico.

O relato do caso Anna O, tratada par Breuer foi a fonte dos trabalhos que levaram ás publicações dos célebres "Études sur l'hystérie" publicados em 1895 por Freud et Breuer, les "Études sur l'hystérie" são geralmente considerados como marcantes na psicanálise. (A obra e considerada como de transição entre o período pré-analítico e a obra freudiana tal como nos a conhecemos O título sobre os "Études sur l'hystérie" são causa de confusão pelo leitor leigo que acredita de ter encontrado os ensinamentos definitivos sobre o pensamento freudiano. "Les Études sur l'hystérie", constituem estudo apaixonante pelos casos descritos pelos autores e constituem cada um o equivalente a uma história que prende o interesse do leitor onde se elabora a descrição da doença e apresentando uma nova forma de tratamento. O entusiasmo dos autores e grande principalmente do jovem Freud, nas suas comunicações. O rigor do relato clinico surge justamente o caso de Anna O. Esta obra não é uma ruptura epistemológica no estudo do psiquismo humano. O livro embora assinala a distância gradual dos dois cientistas pois que Freud vai se engajar na psicanálise enquanto que Breuer mais idoso, acompanhará de longe os trabalhos de seu antigo protegido À publicação do livro que marcou as diferenças teóricas entre os dois cientistas que são claramente expostas jamais abalou as relações entre ambos)

Anna O ou Bertha Pappenheim pode reivindicar duplamente a sua celebridade Sob seu nome próprio Bertha Pappenheim foi famosa por suas ações militantes, e sua implicação comunitária como dirigente de um orfanato em Frankfurt, e também nos movimentos feministas fundando a "Ligue des Femmes Juives", efetuando uma vasta enquête sobre a prostituição nos Balcãs, na Rússia e no Oriente, Próximo, Publicou estudos sociológicos e novelas e se afirmou como figura marcante nas lutas sociais no correr do século a ponto da República Federal da Alemanha emitir um timbre com a sua efígie em 1954.

Freud tentou sem sucesso interessar Charcot nesse caso por ocasião de sua passagem pela França, que não se mostrou interessado também pelos relatos que Freud lhe apresentou como testemunho de seus trabalhos, Charcot não se satisfazia apenas da terapêutica mas se preocupava de descrever e de classificar os fenômenos para tentar estabelecer os conteúdos racionalmente.

É curioso que apesar de Freud sem jamais tendo visto e consultado Anna O, tirou as mais ricas conclusões concernentes as raízes sexuais dos sintomas, e a importância da lembranças dos eventos mantidos fora do campo do consciente

Deve-se a Breuer também a descoberta do mecanismo de autoregulação da respiração e das posturas do corpo pelo labirinto.

Breuer manteve com Freud uma relação paternal, ajudando-o mesmo financeiramente seu jovem colega durante os anos que estabeleceu família .Muitos anos mais tarde depois da morte de Breuer, Freud ficou profundamente emocionado por saber através de um parente que Breuer tinha acompanhado com bastante simpatia a evolução de sua vida e da sua carreira.

Freud e Breuer foram discípulos de Charcot que se utilizou repetidamente do método catártico de Breuer e assim aprofundou-se no estudo da histeria

As pesquisas efetuadas por Freud e Breuer determinaram três conclusões:1) os sintomas histéricos têm um sentido e um significado, sendo substitutivos de atos psíquicos normais;2) a descoberta de tal sentido incógnito coincide com a supressão dos sintomas; 3) os histéricos sofrem de reminiscências [acima]

4-RICHET

Richet, Charles Robert (1850-1935), médico, fisiologista francês, que recebeu o Prêmio Nobel de Medicina em 1913, por seus trabalhos sobre Anafilaxia, nasceu em Paris, no dia 26 de Agosto de 1850. Richet recebeu sua graduação médica em 1877,

Entretanto em 1875 descreve as suas pesquisas sob os fenômenos sonambúlicos

Em 1881 foi nomeado diretor da Revue Scientifique e em 1887 tornou-se professor de fisiologia da Faculdade de Paris Trabalhou durante muitos anos na Universidade de Sorbonne, Paris. Richet se tornou notável em vários campos da ciência, Não se tornou notável apenas como fisiologista, mas também como bacteriologista, patologista, psicologista e pesquisador médico

Dentre suas obras podemos citar: Les poisons de líntelligence - 1877; Recherchés experimentales et cliniques sur la senbilité – 1877; Struture et circunvolutions cérébrales – 1878; Du suc gastric chez l’homes et les animaux – 1878; Physiologie des muscles et des nerfs – 1887; l’Homme et l’Intelligence – 1884; Essai de psychologie générale – 1887; la Physiologie et la Medicine – 1888; la Chaleur animale – 1889; Programme – 1890; Physiologie, travaux du laboratoire – 1892-1895, 3 volumes; Dictionaire de Physiologie – 1895; les Guerres et la Paix – 1899; l’Anaphylaxie – 1911; Abrégé d’historie generale – 1919; l’Homme stupide – 1919;– l’Homme impuissant – 1927; Apologie de la Biologie – 1929. Publicou também Poesias, Dramas e Romances morais e sociais. Traité de Métapsychique (1922) (Thirty Years of Psychical Research, 1923), Notre Sixième Sens(1928), L’Avenir er la Prémonition (1932), L’Inteliligence et l’Homme, La Grande Espérance(1933), Au seuil du Mysère (1934), Au Secours! (1935). [acima]

(5)-BERGSON

Famoso filosofo vitalista doutrina que afirma a necessidade dum princípio irredutível ao domínio físico-químico para explicar os fenômenos vitais. Era espiritualista quando jovem demonstrou aptidões tanto para as disciplinas humanísticas como para as científicas tendo ganho vários concursos de matemática decidiu depois estudar filosofia na École Normale Supérieure,

Bergson começou a manifestar seu interesse com muita cautela para com os fenômenos parapsicólogos Posteriormente foi membro do Instituto Geral Psicológico de Paris e Presidente da British Society for Psychical Research de Londres. Em 1914 ingressou como membro da Academia francesa e em 1928 recebeu o Prêmio Nobel de literatura. [acima]

(6) Th RIBOT-( mestre de Janet viveu de 1839 a 1916- Na segunda feira do dia 11 de dezembro de 1916 no cemitério de Montparnasse Janet pronunciou eloqüente necrológio "Adieu, mon chèr maitre"(Adeus meu caro mestre). [

Théodule Ribot .Criador da psicologia experimental e fundador da "Revue Philosophique", durante 40 anos divulgou estudos psicológicos importantes e reabilitou o empirismo inglês, na Psicologia contemporânea, estudando mais tarde a Psicologia Alemã contemporânea, com muita dedicação. [acima]

(7)Marques de Puysegur e Mesmer

O Marques de Puysegur descreveu as três características principais da hipnose 1) concentração dos sentidos pelo operador, 2) aceitação da sugestão, e) amnésia para eventos em um transe.

Em 1814 o Abbé Faria sugeriu que os fenômenos descritos por Mesmer não eram devido ao magnetismo animal, mas devido à sugestão. Entretanto a popularidade de Mesmer fixou-se e a de Faria caiu no esquecimento

O Dr. Wolfart viajou de Berlim a Frauenfeld em 1812 a mando do governo prussiano para , investigar Mesmer, e para aprender tudo poderia sobre o magnetismo animal, e trazê-lo para a Universidade de Berlim.

O Mesmerismo espalhou-se rapidamente por toda a Europa, inclusive na Suíça Itália. E França, orientando muitos hipnólogos da época peritos incluindo Eschenmayer, Kerner, Lallemant, Schelling, Passavant. Kluge, Ostermeyer, Pfaff, Pezold, Selle, Bartels e muitos outros hipnólogos na França. [acima]

(8) Collège de France- Foi fundado em 1530 por Francisco Iº. Seus professores tinham o título de leitores ou professores reais Ele tinha no fim do século XIX mais de 350 anos de existência ininterrupto e desenvolvimento contínuo A sua característica era de ser um estabelecimento independente, regido por leis próprias. [acima]

(9) Henri Pieron (1881-1964)- Psicólogo francês Professor Honorário do Collège de France, em 1939 tinha referiu-se ao aparelho construído por Pierre Janet no laboratório de Psicologia da Salpêtriere, nos finais do Sec. XIX, para determinar as freqüências críticas de fusão visual, insurgindo-se contra a injustiça do esquecimento de tal descoberta. Deu no LEXICÓN KAPELUSZ DE PSICOLOGÍA DE HENRI PIÉRON e a definição de Depressão como "Estado mental mórbido caracterizado por lassidão, desalento e fatigabilidade acompanhado com freqüência de ansiedade más o menos acentuada. Forma mínima de la melancolia" Participou do 24º Congresso Internacional de Psicologia Aplicada da "International Association of Applied Psychology" sendo o primeiro realizado nos EE.UU. Para os interessados na historia convém saber que o primeiro realizou-se em Genebra no ano de 1920, ano de fundação da associação pelo pedagogo suíço E. Claparède, seu primeiro Presidente. desde 1920 a 1941 e desde 1947 a 1953, seguido por Henri Pieron, famoso psicólogo frances.Autor de Dicionário de Psicologia editado pela Editora Globo com prefácios tanto na primeira como na Segunda edição[acima]

(10) Binet. Alfred Binet (1857-1911): O psicólogo francês incumbido pelo governo francês para construir uma escala de inteligência desenvolvendo u o primeiro teste da inteligência. Este teste foi traduzido para o inglês por H. H. Goddard, e modificado por Lewis Terman, para apuar a "medida de inteligência" de cada pessoa denominado Q.I( quociente intelectual) para diagnosticar o grau de inteligência de pessoas infra-dotadas, normais e super-dotadas[acima]

(11) Hippolyte,Bernheim- Nasceu em Mulhouse em 1837 e foi seguir os estudos médicos em Strabourg. Em 1868, fixou-se em Nancy tornando-se professor da Faculdade. Escreveu dois livros em 1884 e 1886 e lhe causaram sucesso. [acima]

(12)Pierre Pichot Em torno dos anos 1880 é considerado como o verdadeiro ponto de partida da psiquiatria moderna De fato durante esse período as diferentes escolas teóricas principalmente a francesa a germânica e a anglo-saxonica têm o seu desenvolvimento influenciadas por práticas e correntes de pensamento que durou até a primeira guerra mundial

Entre-as as duas guerras de 1914-1918 e 1939-1945, houve um período de transição no curso da qual surgiram novos paradigmas terapêuticos sendo marcantes a psicocirurgia de (Moniz, 1936), o coma hiploglicêmico provocado (Sakel), ou ainda a eletroconvulsioterapia (ETC) (Meduna, seguido por Cerletti).

É sobretudo o período em que a psicanálise se impôs como a forma de psicoterapia dominante influenciando profundamente gerações de psiquiatra. [acima]

(13)Jean Piaget - Nasceu em 9 de agosto de 1896 em Neuchâtel e morreu no dia 16 de setembro de 1980 em Genebra. Sendo o filho mais velho de Artur Piaget, professor de literatura medieval e de Rebecca Jackson.

Com onze anos como aluno de escola latina de Neuchâtel, escreveu um pequeno comentário sobre um pardal albino que viu num parque. Este pequeno artigo foi considerado como o ponto de partida de una brilhante carreira científica que foi ilustrada por sessenta livros e por centenas de artigos.

Seu interesse pelos moluscos se desenvolveu depois da adolescência. Antes de terminar seus estudos secundários Piaget era um malacologista (especialista em moluscos) de renome. Publicou muitos artigos nesse domínio que continuou mesmo quando saiu do curso secundário para a Faculdade de Ciências da Universidade de Neuchâtel quando doutorou-se em Ciências Naturais.

Durante este período publicou dois livros de conteúdo filosófico e que, os descreverá mais tarde como escritos de adolescência, que serão determinantes na evolução de seu pensamento.

Depois de haver passado um semestre em Zurique, onde inicia a psicanálise, vai trabalhar durante um ano em Paris, no laboratório de Alfred Binet. quando estuda problemas relacionados com o desenvolvimento da inteligência.

Em 1923 se casa com Valentine Châtenay com quem teve três filhos que lhe permitiram estudar o desenvolvimento da inteligência desde o nascimento até o aparecimento da linguajem.

Piaget exerceu sucessivamente os cargos de professor de psicologia, sociologia e filosofia das ciências na Universidade de Neuchâtel (1925 a 1929), professor de historia do pensamento científico na Universidade de Genebra de 1929 a 1939, diretor do Escritório Internacional de Educação de 1929 a 1967, professor de psicologia e sociologia na Universidade de Lausanne de 1938 a 1951, professor de sociologia na Universidade de Genebra de 1939 a 1952,.e de psicologia experimental de 1940 a 1971.

Foi o único professor suíço convidado para lecionar na Sorbonne, de 1952 a 1963. Em 1955 Piaget criou o Centro Internacional de Epistemología Genética que dirigiu até a sua morte.

Seus trabalhos de psicologia genética e de epistemología procuram dar uma resposta a pergunta fundamental da construção do conhecimento. As diferentes investigações levadas a cabo no domínio do pensamento infantil, permitiram por em evidencia que a lógica da criança se constroe progressivamente, seguindo suas próprias leis sem que as demais se desenvolva durante a vida passando por etapas distintas antes de alcançar o nível adulto. A contribuição essencial de Piaget ao conhecimento foi de haver demostrado que a criança tem maneiras de pensar específicas que a diferenciam do adulto.A obra de Piaget está difundida no mundo e continua a inspirar, importantes trabalhos nos domínios tão variados como a psicologia, a sociologia, a educação, a epistemología, a economia e o direito

Obteve mais de trinta doutorados honores causa de importantes Universidades mundiais e numerosos prêmios. [acima]

(14) François-Pierre-Gonthier Maine de Biran - Filósofo; francês, que nasceu em 29 novembro, 1766; e morreu em Paris, em 16 julho, 1824. Estudou em Périgueux, foi militar, depois passou à política onde se dedicou inteiramente a política e a filosofia. fazendo grandes reflexões filosóficas Como ideólogo foi premiado no Institut com seu ensaio " l'habitude " (1802); Contestou a filosofia do século XII. Em seus últimos dias a sua tendência ao misticismo o tornou fiel a igreja.

Três estágios marcam o desenvolvimento de sua filosofia. Até 1804, um estágio chamado por Naville " a filosofia do sensação ", era um seguidor do sistema de Condillac, e abandonou logo passando para um sistema baseado na análise da reflexão interna. No segundo estágio a filosofia da vontade 1804-1918, para evitar o materialismo e o fatalismo, embasando a doutrina do percepção, mostrando que o homem sabe as coisas exteriores pela resistência a seu esforço. Refletindo no que observa o esforço voluntário que diferencia seu interior de sua experiência externa, assim aprendendo a distinguir o ego e o não-ego. No terceiro estágio a filosofia da religião após 1818, nós encontramos de Biran advogar uma psicologia mística intuitiva. aos estados do: representação (comum aos animais), que é a volição, sensação e percepção. [acima]

15-Shopenhauer-Arthur Schopenhauer (1788-1860) foi um dos maiores filósofos do 19º século. Teve grande destaque na literatura pelo estilo simples e agradável sem perder a erudição Foi o primeiro filósofo ocidental a ter acesso na tradução filosófica da literatura Indica, Védica e Budista,

Jung o considerou como o primeiro a falar do sofrimento do mundo, e as paixões consideradas vis. Foi um filósofo corajoso e perspicaz para compreender os fundamentos do universo, tais como memórias, sonhos, reflexões,

Schopenhauer situa-se entre os grandes filósofos tais como Nietzsche e mesmo Wittgenstein, Apesar de ateu foi simpatizante do cristianismo

O sistema de Schopenhauer, influenciou o contexto da metafísica de Kant.. [acima]

16-W.Fliess Teve importante correspondência com Freud entre 1887-1904. Muitas cartas entre Freud e Fliess foram fundamentais para o aprofundamento da psicanálise Do período de 1887 à 1904, essa correspondência nos mostra um Freud pressionado para concatenar a teoria e a prática da psicanálise

Wilhelm Fliess, era um brilhante otorrinolaringologista de personalidade excêntrica apaixonado pela numerologia, autor de teorias esotéricas concernente a periodicidade biorritmologia ou biorritmo que teve no Brasil em certa época um grande difusão e até internacionalmente sendo fabricadas calculadoras fabricadas por empresas de renome para efetuar os cálculos dos ciclos físico, intelectual e emocional das pessoas em períodos mensais

Fliess recebeu de Freud os seus trabalhos para fazer a derradeira avaliação. Fliess expôs a Freud o mecanismo de transferência

A forte amizade entre os dois foi um importante elemento para a auto-analise de Freud que lhe permitiu conceber as psicanálise Freud fez chegar as mãos de seu amigo os manuscritos e seus planos expondo sem reserva os estudos de suas elaborações teóricas. A esses manuscritos resumidos seguiu o "Esquisse d'une psychologie scientifique", um texto inédito

Nos últimos anos a correspondência dos dois se tornou fria e com muitas controvérsias em torno do que se chamou o caso Swoboda, uma questão prioritária de discordância de idéias. Um psicólogo vienense Hermann. Swoboda inicia uma análise com FREUD e em 1904.Fliess descobriu no trabalho que Freud tinha "plagiado" a idéia da bissexualitdade uma tese escrita anteriormente por Weininger Ele acusa Freud de ter plagiado a sua teoria ainda inédita. O autor havia se utilizado da teoria da bissexualidade durante a terapia de Swoboda para defender a sua própria integridade e a de seu paciente contra as divulgações da homossexualidade Mas esse incidente permite a Fliess construir sua teoria da paranóia presente no trabalho de "Schreber" sobre a base de defesa das propostas homossexuais e acessoriamente sobre a questão da solidão narcisiaca que , o conduz facilmente, no contexto de uma vingança pessoal"

Schreber exerceu muita influência em Freud eis algumas mensagens dele:" "Me causou verdadeira emoção e alegria o fato da qual você. saiba honrar como merecem a grandeza do espirito schreberiano"Jung a Freud, 29 de setembro 1910"Participo do seu entusiasmo por Schreber; é uma espécie de revelação Freud a Jung, 1° de Outubro de 1910"Tenho Schreber completo e será um orgulho para mim levar-lhe o manuscrito a Munique "Freud a Jung, 3 Dezembro de 1910"Por outra parte, sou Schreber, nada mas que Schreber" Freud a Ferenczi, 3 Dezembro 1910 "Schreber está terminado a fala de algumas notas, trabalho penoso; uma gargalhada cheia de escarno, a imortalidade, ou ambos É o mais ousado que temos empreendido na psiquiatria até a data" Freud a Ferenczi, 16 Dezembro 1910

Segundo Freud, "Memórias de um neuropata, por Daniel Paul Schreber, é o melhor manual de psiquiatria jamais escrito. Schreber deveria ter sido professor de psiquiatria. Porém de 1911 a 1949, Schreber e seu livro foram esquecidos ate que Katan começou a estudar a psicoses, nos Estados Unidos, Niederland o seguiu na Grã Bretanha, Fairbairn; na Alemanha, Baumeyer; na Itália, Calasso; mas sobretudo, Lacan na França, prosseguiu os esforços de seus antecessores."O notável que Schreber é um discípulo da Aufklärung, é inclusive um de sus últimos florões e mesmo uma de sus ultimas glorias" (Lacan, El Seminario, 3° libro, Las psicosis)

A correspondência Freud-Fliess é uma obra importante para compreender os fundamentos da psicanálise A edição recente em inglês contem cartas que haviam sido censuradas nas edições antigas mas infelizmente tal edição inglesa tem pouca coisa a acrescentar.

A correspondência Freud-Fliess foi publicada pela Presses Universitaires de France sob o título de "La naissance de la psychanalyse[acima]

17-Liebeault- Liebeault nasceu em 1823 Iniciou os estudos médicos em 1844 e formou-se em 1850. De origem humilde era desinteressado em pesquisa, não obstante ser um gênio e foi conhecido por extensão como " O Pai de Hipnotismo Moderno"

Concluiu e publicou a observação de todos os fenômenos terapêuticas do hipnotismo. Em 1848, começou as experiências sobre hipnose antes mesmo do término do curso e escreveu durante dois anos um livro porém o seu ceticismo era grande e vendeu uma cópia a Bernheim. Em 1882 Liebeault curou um caso agudo de ciática que Bernheim sofria.

Bernheim viajou para conhecer Liebeault considerando a principio tratar-se de charlatão. Porém ficou impressionado pelo trabalho de Liebeault e decidiu permanecer com ele tornando-se aluno e grande amigo. Publicaram em conjunto um livro que foi muito bem aceito pela grande quantidade de casos clínicos apresentados por Liebeault

Havia interesse dos contemporâneos interessados na prática da cirurgia indolor pela hipnose e. Liebeault era a pessoa indicada pelos conhecimentos que tinha da hipnose.

Uma excelente descrição da clínica de Liebeault aparece no livro de Bramwell.Liebeault se tornou perito na hipnose rápida pois que na realidade muitos achavam que a hipnoterapia praticada em transe profundo era desnecessário.

Liebeault induzia os seus pacientes com um leve toque na cabeça e pronunciava frase rápida, como " Durma, meu pequeno gatinho" permitindo que os pacientes acordassem quando eles desejavam.

Ele tratou centenas de pacientes e raramente gastava mais que um quarto de hora com qualquer deles. conseguindo por tratamentos sugestivos rápidos bom sucesso. Liebeault ajudou por Bernheim estabelecendo o que foi conhecida como a " Escola de Nancy ". Este foi um período de desenvolvimento em hipnose durante a qual muitos trabalhos experimentais eram efetuados por vários tipos de indução.

Liebeault usava a palavra " sono " somente com uma passagem de mão, Charcot por outro lado tocava gongos e usava luzes brilhando Os alemães, Weinhold e Heidenhain, preferiram o fazer tique-taque de um relógio, e Berger usava pratos mornos de metal. A idéia de magnetismo e processos magnéticos não teve continuidade Apesar da explicação de Liebeault dos fenômenos como subjetivos, Piteres manteve certas porções do corpo particularmente sensíveis a excitação da pele, chamando-as zonas hipnóticas que foram descritas por ele às vezes existindo ora em um lado do corpo ora em ambos. Moll declarou que ele tinha visto muitas pessoas que só foram hipnotizadas quando as suas foram tocadas .Purkinje e Spitt declararam que a testa induz ao estado de sonolência muitas pessoas. Usava o balanceamento do corpo como se faz com as crianças para adormecerem, e Eisenhart menciona que acariciando a testa é uma técnica de indução excelente para crianças. Hirt usou freqüentemente eletricidade para induzir hipnose, e Sperling, um contemporâneo de Bramwell e Moll, descreveu os transes hipnóticos dos Dervishes que ele tinha visto em Constantinopla (hoje Istambul).

Drzewiecki sentia que havia uma diferença em suscetibilidade para a hipnose conforme a nacionalidade, e declarou que os russos eram mais facilmente hipnotizados do que outras pessoas desconsiderando depois tal fato. Liebeault chegou a velhice aclamado e morreu pobre e feliz de ter sido útil ao doente pobre. O Dr. Bernheim da Escola de Nancy tornou-se mais conhecido pela publicidade quanto ao uso de hipnose., embora Liebeault foi o responsável para alargar as fronteiras terapêuticas. Quando Bernheim publicou o livro de hipnose (com aos casos clínicos de Liebeault), teve ampla aceitação Apesar da grande reputação de Charcot que começou cedo com a Escola de Salpetriere, muitos pesquisadores penderam, para a escola Nancy pelo seu modo de pensar. A disputa médica continuou ao longo do século XIX e princípios do século XX Bernheim louvando-se em Liebeault pedia para o paciente que olhasse para ele, dizendo" não pense em mais senão no sono, e então iniciava a indução " Suas pálpebras começam a sentir-se pesadas, seus olhos estão cansados e eles começam a piscar, estão úmidos, seus olhos não estão mais enxergando, eles estão fechados ". Se o paciente não fechasse os olhos e não adormecesse ele repetiria o processo até que o sono hipnótico havia sido conseguido

Quando os pacientes não mostrassem qualquer sinal de sono ou sonolência, ele lhes afiançava então que sono não era essencial e aquela influência hipnótica poderia ser feita sem o sono. Bernheim inspirou centenas de hipnólogos famosos como Von Schrenk, Noltzing, Babinski, etc Charles Richet é tido como o introdutor do método de indução de apertar os dedos polegares e as mãos. [acima]

18-Babinski- DR. JOSEPH FRANÇOIS FELIX BABINSKI (1857-1932) Babinski, de descendência francesa, teve um treinamento completo de medicina geral antes de incorporar o seus estudos em neurologia. Sua bibliografia é longa estuda o tratamento da febre tifóide(1882) terminando com um estudo no histeria (1930). Trabalhou com grande cientistas da França sendo grande defensor de Charcot. Descreveu em 1903 o reflexo associado dos dedos do pé que seriam denominados mais tarde sinal de Babinski. Publicou também tratado de sífilis cérebro-espinhal, sinais do cerebelo em sintomas tais como adiadochokinesia, asynergia. Babinski antecipou a era da neurocirurgia [acima]

19-Forel -August (Psiquiatra suíço). Deixou um testemunho em 1921- Conheci em Karlsruhe a religião supraconfessional e mundial dos Bahá'ís, fundada no Oriente pelo persa Bahá'úlláh.

"Essa é a religião do bem social humano, sem dogmas nem sacerdotes, que reúne todos os homens do nosso pequeno globo terrestre. Que esta religião viva e prospere para o bem da humanidade, este é o meu mais ardente desejo" [acima]

20-A HIPNOSE, FREUD E A PSICANÁLISE

Será feito estudo pormenorizado em estante de texto –

(21) Durkhein - renovador de conceitos filosóficos, que apresentou um princípio geral que deveria, dominar toda a filosofia. Procurou definir o conhecimento intelectual, e o fundamento da moral e da religião, criando assim a nova filosofia isto é a sociológica. [acima]

(22) Bacon:Nascido em Sommerset, Roger Bacon (1214? - 1292) é considerado, um dos maiores expoentes do que os historiadores da filosofia denominam "escolástica tardia", e um precursor do empirismo moderno inglês. Estudou em Oxford sob a orientação do físico e dominicano Roberto Grossatesta, mestre-regente e chanceler daquela universidade (excomungado pelo papa Inocêncio IV por suas pregações).

Por volta de 1240, Bacon seguiu para Paris, onde se tornou mestre em teologia, mas retornou a Oxford (1252?), formando-se também em medicina. Visitou a Itália, estudou grego in loco, e familiarizou-se com os tratados árabes sobre medicina. Contratou judeus para aprender o hebraico e assim ter um contato direto com as Sagradas Escrituras. Ingressou na ordem dos dominicanos (1253?), entregando-se ao estudo da matemática, ciências naturais e filologia.

Sua intensa criação científica não deve ser considerada um todo à parte do conhecimento de sua época; os homens são frutos de seu tempo, a produção intelectual também. Bacon herdou-a, além de reconhecer a importância da ciência árabe e dos pensadores judeus (para com o mundo cristão.

Seu desejo de conhecimento, sempre o de um "cristão simples e humilde", levou-o aos mundos não-cristãos (grego, árabe e hebraico), mas sua razão, como a de todo homem do século XIII, sempre esteve sob o prisma da fé. É ele mesmo quem o diz: "É certo que o homem jamais saberá qualquer coisa com absoluta certeza, antes que Deus seja visto face a face (...) pois ninguém é versado na natureza a ponto de saber tudo (...) E já que, em comparação com o que o homem sabe, são infinitas e indubitavelmente maiores e mais belas as coisas que ele ignora, ele está fora do juízo se vangloriar a respeito de seus próprios conhecimentos (...) tenho aprendido importantes verdades com homens de posição humilde, mais do que com doutores célebres. Portanto, não deve ninguém vangloriar-se de sua sabedoria" Sua intensa atividade acadêmica abalou sua saúde; em 1256 retirou-se da vida universitária. Durante uma década não se tem notícias a seu respeito. Provavelmente nesse período escreveu De speculis comburentibus (Espelhos Ustórios, que facilitam a combustão); De mirabili potestate artis et naturae (O poder maravilhoso das invenções e da natureza); Computus naturalium (Computação dos acontecimentos naturais).

Mas a História o chamou de volta ao palco. Em fevereiro de 1255, seu antigo amigo e protetor, Guy de Foulques, arcebispo de Narbona, tornou-se o papa Clemente IV, trazendo para a corte papal uma parte do espírito livre do sul da França O novo papa escreveu-lhe, pedindo uma cópia de seus trabalhos. Bacon então trabalhou no que seria sua grande obra, o Opus maius, e seus resumos, o Opus minus e o Opus tertium (Bacon fez estes compêndios sobre o Opus maius para o papa, com receio da obra se extraviar na viagem).

No que diz respeito ao conhecimento da natureza, Bacon sustentava a força da matemática, com a ajuda da física e da ótica. Estudou as lentes para compreender as leis de reflexão e refração da luz — a invenção dos óculos é atribuída a ele. Seus estudos nesse terreno beneficiaram posteriormente a formulação da teoria para a construção do telescópio por Leonardo Digges (m.1571?).

Bacon também intuiu idéias tão diversas como o vôo, o emprego de explosivos (uma passagem em sua obra é atribuída como uma referência à pólvora), a propulsão mecânica e a circunavegação do globo. Mas mesmo essa mente capaz de refletir e escrever sobre temas tão variados assuntos do terreno científico, não foge do campo religioso, fim último da razão: "Sou de opinião que a matemática é necessária, vem em seguida ao estudo das línguas (...) presta sua usual obediência à teologia: a matemática deve auxiliar-nos a determinar a posição do paraíso e do inferno. Aqui está a finalidade última da razão baconiana [acima]

 

 

BIBLIOGRAFIA

Organizado em :

a) MANUAIS DE FILOSOFIA

b) LIVROS

c) ARTIGOS E BROCHURAS

d) CONTRIBUIÇÕES A OBRAS COLETIVAS

e) PREFÁCIOS

f) PRINCIPAIS TRABALHOS TRANSFORMADOS EM LIVROS

g) BIBLIOTECA MÉDICA CHARCOT -DEBORE

h) REVISTAS DE CIÊNCIAS

i) CURSOS NO COLÉGIO DE FRANCE

 

MANUAIS DE FILOSOFIA

1.Manuel du baccalauréat de l'enseignement secondaire classique (2e partie, 2e et 3e séries), moderne (2e partie, 2e et 3e séries), PHILOSO- HIE. Paris, Nony, i 894. In- 16 (1 911 p.).

2 Manuel du baccalauréat de l'enseignement secondaire classique (2e partie, le série), moderne (2e partie, 1e série), Classes de philosophie et de prernière-lettres. PHILOSOPHIE. Paris, Nony, 1896. In-i6, (423 P-)-

3 Manuel du baccalauréat de l'enseignement secondaire (Classes de philosophie A et B). PHILOSOPHIE. Troisième édition, Paris, Vuibert et Nony, 1905- ln-16 (447 p.). 3a. 5e édition, 1909 (inchangée).

4 Manuel du baccalauréat de l'enseignement secondaire (Seconde partie). PHILOSOPHIE. (Classes de mathématiques A et B). 4e édition. Paris, Vuibert et Nony, 1905 In-16 (207 P.).

5. Manuel du baccalauréat seconde partie (Série philosophie). PHILOSOPHIE. Questions complémentaires (programme du 3 décembre 1923), avec la collaboration de H. Piéron et C. Lalo. Paris, Vuibert, 1925 (383 P-)- Janet (p. 109-160).

6. Manuel du baccalauréat (Seconde partie), (Série philosophie). PHILOSOPHIE. 14e édition entièrement refondue. Paris, Vuibert, 1930 (523 P-)-

 

LIVROS

1. L'Automatisme psychologique. Paris, Alcan, i889 (496 p.).

2. Baco Verulamius alchemicis philosophis quid debuerit. Angers, Imprimeric Burdin, 1889 (59 P-)-

3. L'Anesthésie hystérique. L'Amnésie hystérique. La Suggestion chez les hystériques. Evreux, Imprimerie Hérissey, s.d. (1892) (79 P.). (Reproduction de trois conférences faites à la Salpêtrière en mars et avril 1892).

4- Contribution à l'étude des accidents mentaux chez les hystériques. Thèse médicale. Paris 1892-1893, no 432 (soutenue le 29 juillet 1893)- Paris, Rueff et Cie, 1893 (300 P-)-

5. État mental des hystériques. Bibliothèque médicale Charcot-Debove. Paris, Rueff et Cie, 2 vol. I. Les stigmates mentaux (Préface de Charcot), 1893 (235 P-)- Il. Les accidents mentaux, 1894 (304 P-) (reproduction modifiée du n.º 4)

5a. Traduction allemande-. Der Geisteszustand der Hysteri- schen: die psychischen Stigmata. Uebers. von Max Kahan, Leipzig, Deuticke, 1894 (197 P-) (traduction du vol. 1).

5b. Traduction anglaise des vol. I et Il par C. Corson: The Mental State of Hystericals. New York et Londres, Putnam's sons,1901 (535 P-)-

6. Névroses et idées fixes. Paris, Alcan, 1898, 2 Vol. Vol. I par Pierre Janet (492 P.). Vol. Il par F. Raymond et P. Janet (559 P-)-

6a. Traduction russe par M. P. Litvinov-. Nevro-y ifiksiro- vannyja idei, Piera 7ane. St Petersbourg, 0. N. Popova, 1903 (428 P.).

7. Les Obsessions et la psychasthénie. Paris, Alcan, 1903, 2 Vol. Vol. I par Pierre Janet (782 P.) - Vol. Il par F. Raymond et P. Janet (543 P-) -

8. The Major Symptoms of Hysteria. Londres et New York, Mac Millan, 1907 (345 P-)-8a. 2nd édition with new matter, 1920 (345 P-)

8b. Facsirnile Of 1920 edition, New York, Flafner, 1965. 9. les Névroses. Paris, Flamarion, 1909 (397 P-

9. Trad. portuguesa. Dr. Pedro Janet- As Nevroses. Paris et Rio de Janeiro, Livraria Garnier, 1924, (398 P-)-

10. L'État mental des hystériques. Les stigmates mentaux des hystériques. Les accidents mentaux des hystériques. Études sur divers symptômes hystérique. Le traitement psychologique de l’hystérie. Paris, Alcan, 1911( 2è. édition ) ( 708 p.)

11. Les Médications psychologiques. Paris, Alcan, 1919. 3 Vol- (346, 308 et 494 P.).

11a. Traduction anglaise par Eden et Cedar Paul: Psychological Healing: A Historical and Clinical Study. Londres, G. Allen & Unwin, New York, MacMillan, 1925, 2 Vol. (1237 P. en tout).

12. La Médecine psychologique. Paris, Flammarion, 1923 (288 P.).

12a. Traduction anglaise par H. M. et E. R. Guthrie: Principles of Psychotherapy. New York, MacMillan, 1924 (322 P.).

12b. Réimpression de la traduction anglaise. Freeport, N. Y. Books for Libraries Press, 1971.

13. De l'Angoisse à l'extase. Études sur les croyances et les sentiments. Paris, Alcan. Vol. 1: Un délire religieux. La croyance, 1926 (527 P.). Vol. Il-. Les sentiments fondamentaux, 1928 (697 P-).

14. Psychologie expérimentale. Comptes rendus du cours de M. Janet. (Collège de France). Paris, Chahine, 1926 (376 P.).

15. Les Stades de l'évolution psychologique. Paris, Maloine, 1926.

16. Psicologia de los sentimientos. Curso desarrollado en los meses agosto y septiembre de 1925 en la Universidad Nacional de Mexico. Version del Dr. Enrique O. Aragon. Mexico, Sociedad de Edicion y Libreria Franco-Americana, 1926 (230 P-)-

17. La Pensée intérieure et ses troubles. Paris, Maloine, 1927-

18. L'Évolution de la mémoire et de la notion du temps. Paris, Chahine, 1928 (136p.).

19. L'Évolution psychologique de la personnalité. Paris, Chahine, 1929 (583 P-) -

20. La Force et la faiblesse psychologiques. Paris, Maloine, 1932 (326 P.).

21. L'Amour et la haine. Paris, Maloine, 1932 (305 P-)

22. Les Débuts de l'intelligence. Paris, Flamarion, 1935 (260 P-)- 22a. Réimpression au Brésil par Imprensa Nacional. Rio de Janeiro, Americ-edit., Collection Connaissances et Culture, 1935 (276 p.).

23. L'Intelligence avant la langage. Paris, Flammarion, 1936 (292 P.).

 

ARTIGOS E BROCHURAS

1. Le fondement du droit de propriété. Conférence de M. Pierre Janet

professar de philosophie au Lycée, (le samedi 10 février 1883). Ligue française de l'enseignement. Cercle de Châteauroux, Imprimerie Gablin, 1883 (27 P.)

2. L’ycée du Havre. Palmarès de la distribution des prix, 1884. Discours prononcé par M. Pierre Janet (p. 9-13)-

3. Note sur quelques phénomènes de somnambulisme. Bulletins de la Société de Psychologie physiologique, vol. 1, 1885 (P- 24-32)'

3a. Reproduit dans. Revue Philosophique, vol. 2i, 1886, 1, (P. 190-198).

Les phases intermédiaires de l'hypnotisme. Revue Scientifique ( Revue Rose ), 3e série,, vol. i (= vol. 23), 8 mai 1886 (P. 577- 587).

5. Deuxième note sur le sommeil provoqué à distance et la suggestion mentale pendant l'état somnambulique. Bulletins de la Société de Psychologie physiologique, Vol. 2, 1886 (P. 70-80)-

5a. Reproduit dans-. Rev Philosophique, vol. 22, 1886, Il (P. 212-223).

6. Les actes inconscients et le dédoublement de la personnalité pendant le somnambulisme provoqué. Revue Philosophique, vol. 22, 1886, Il (P- 577-592).

7.L'anesthésie systématisée et la dissociation des phénomènes psychologiques. Revue Philosophique, vol. 23, 1887, 1 (P. 449-472)-

8.Les actes inconscients et la mémoire pendant le somnambulisme. Revue Philosophique, vol. 25, 1888, 1 (P- 238-279).

9. Une altération de la faculté de localiser les sensations. Conférence à la Société de Psychologie Physiologique. Séance du 31 mars 1890-. Revue Philosophique, Vol. 29, i8go, 1 (p. 659-664).

10. Étude sur un cas d'aboulie et d'idées fixes. Revue Philosophique, Vol. 31, 1891, 1 (P. 258-287), (P- 382-407)-

11. Kyste parasitaire du cerveau. Archives générales de médecine, 1891, Il (p. 464-472), Vlle Série, tome 28).

12. Discours prononcé à la distribution des prix au Collège Rollin, le 30 juiliet 1892, Paris, Chaix, 1892 (Il P.).

13-Étude sur quelques cas d'amnésie antérograde dans la maladie de la désagrégation psychologique. International Congress of Ex- perimental Psychology. Second Session, London 1892. London, Williams & Norgate, 1892, i86 p. (p. 26-3o).

14- Discussion d'une communication de F. W. 1-1. Myers. Sensory Automatism and Induced Hallucinations. International Congress of Experimental Psychology. Second Session, London, 1892. London, Williams & Norgate, i892, i86 p. (p. 162-164), (P- i64-i6,5).

15. Le Congrès international de Psychologie expérimentale (i -4 août i892). Revue générale des Sciences, vol. 3, î892 (p. 606-6i6).

16. Le spiritisme contemporain. Revue Philosophique, vol- 33, 1892, 1 (P- 413-442).

17- L'anesthésie hystérique. Conférence faite à la Salpêtrière le il mars 1892. Archives de Neurologie, vol. 23, 1892 (P- 323-352)-

18. L'amnésie hystérique. Deuxième conférence faite à la Salpêtrière le 17 mars 1892. Archives de Neurologie, vol. 24, 1892 (p. 29- 55)-

19. La suggestion chez les hystériques. Troisième conférence faite à la Salpêtrière, le 1er avril 1892. Archives de Neurologie, vol. 24, 1892 (P- 448-470)-

20. (Rectification au compte rendu de 1890, p. 55, du Congrès de Psychologie de i889, à propos de l'attribution à M. Ballet de la communication sur le rétrécissement du champ visuel provoqué par l'attention.) Archives de Neurologie, Vol. 24, 1892, P- 459-

21. Sur un nouvel appareil destiné à l'étude expérimentale des sen- sations kinesthésiques. Revue Philosophique, vol. 34, 1892, Il 506-509).

22. L'amnésie continue. Revue générale des Sciences, vol- 4, 1893, (p. 167-i79)-

23- J- M- Charcot- Clinique des maladies du système nerveux (Georges Guinon, éd.). Vol. 11, Paris, Progrès médical et Alcan, 1893, 482 P- (Note sur le traitement de Madame D., ajoutée à la relation de Charcot), (P. 266-287), (Janet P. 287-288).

24. Quelques définitions récentes de l'hystérie. Archives de Neurologie, vol. 25, juin 1893 (P- 417-438); Vol. 26, juillet 1893 (P- 1-29)-

25. Histoire d'une idée fixe. Revue Philosophique, vol- 37, 1894, 1 121-168).

26. Un cas de possession et l'exorcisme moderne. Conférence faite le 23 décembre 1894. Bulletin des travaux de l'Université de Lyon, vol. 8, fasc. 2, décembre 1894 -janvier 1895 (P.41-57)-

27. Les idées fixes de forme hystérique. Conférence faite à la Salpêtrière le 3 mai 1895. Presse médicale, vol. 3, i895 (P. 201-203)-

27a. Reproduit dans. Revue de l'Hypnotisme, vol. 9, 1895, (P- 353-367).

28. Un cas d'hémianopsie hystérique. Conférence faite à la Salpêtrière, le 25 janvier 1895. Archives de Neurologie, vol. 29, mai 1895 ( p. 337-358)-

29.J. M. Charcot. Son oeuvre psychologique. Revue Philosophique, Vol. 39, 1895, (P- 569-604)-

30. Rapport sur " Le merveilleux scientifique " de M. Durand (de Gros). Annales Médico-Psychologiques, 8e série, 53e année, 1895, (P- 447-455)-

31. Les délires ambulatoires ou les fugues (avec Raymond). Leçon recueillie par le Dr Pierre Janet. Gazette des Hôpitaux, vol. 68, 1895 (P- 754-762; 787-793)-

31a. Résumé dans: Les Névroses, Paris, Flammarion, 1909, (397 P-), (P- 243-246).

32. Note sur quelques spasines des muscles du tronc chez les hystériques. La France médicale et Paris médical, vol. 42, 1895 (P- 769- 776).

33. Résumé historique des études sur le sentiment de la personnalité. Revue Scientifique (Revue Rose), vol. 57, 1896 (P- 97-103)-

34. L'influence somnambulique et le besoin de direction. Dritter Internationaler Congressfür Psychologie vOm 4- bis 7. August 1896. München, J. F. Lehmann 1897 (P- 143-145)-

34a. Amplifié dans-. La revue Philosophique, vol-1(P 43), 1897, (P- 113-143)-

34b- Inclus dans- Névroses et idées fixes, Paris, Alcan, 1898, vol. 1, chapitre i2 (P- 423-480)-

35. Note sur les temps de réaction simple dans leur rapport avec les maladies de l'attention. Driver Internationaler Congressfar Psychologie vom 4. bis 7. August 1896. München, J. F. Lehmann, 1897 (P. 292-295)-

35a. Reproduit dans: Journal de Neurologie et d'Hypnologie, 4 vol- 1, 1897 (P- 409-410)-

36. Sur la divination par les miroirs et les hallucinations sub- conscientes. Conférence faite à l'Université de Lyon le 28 mars 1897. Bulletin des travaux de l'Université de Lyon, vol. II, juillet 1897 (P. 261-274)-

36a. Inclus dans: Névroses et idées fixes, vol. 1, Paris, Alcan, 1898 (P- 407-422).

37-.L'insomnie par idée fixe subconsciente. Presse médicale, vol- 5, 37 1897, Il (P. 41-44).

38- Hystystcrische, systematisirte Contractur bei ciner Fkstatischen. Münchener medicinische Wochençchrift, Vol- 44, 1897 (P- 856- 857)-

39- Le Troisième Congrès International de Psychologie. Revue générale des Sciences, vol. 8, 1897 (P. 22-27)-

40. Une opération chirurgicale pendant le somnambulisme provoqué. Journal de Neurologie, vol. 2, 1897 (P- 22-24).

41- Malformations des mains en " pinces de homard " et asymétrie du corps chez une épileptique, (Avec F. Raymond). Nouvelle Iconographie de la Salpêtrière, vol. 10, 1897 (P- 369-373)-

42. Hoquets et rots hystériques. (Avec F. Raymond). Journal des Praticiens, vol. 12, 1898 (P. 393-398).

43. Tic de contraction des mâchoires pendant la parole. (Avec F. Raymond). Journal des Praticiens , vol. x2, 1898 (P. 529-530).

43a. Inclus dans: nevroses et idées fixes, torne Il. 44- Obsession érotique chez une hystérique, avec hallucinations, se manifestant pendant le somnambulisme d'une manière beaucoup plus complète que pendant la veille. (Avec F. Raymond). Journal des Praticiens, vol.12, 1898(P 609-611)

45. Perte du sentiment de la personnalité. (Avec F. Raymond). Joumal des Praticiens, vol., 12, 1898 (P. 625-630).

46. L'attention volontaire dans l'éducation physique. Revue Encyclopédique, vol. 9, 18gg (p. 695-696).

47- Note sur deux tics du pied. (Avec F. Raymond), Nouvelle Iconographie de la Salpêtrière, vol. 12, 1899 (P- 353-357)-

48. Note sur l'hystérie droite- et l'hystérie gauche. (Avec F. Raymond) Revue Neurologique, vol- 7, 1899 (P- 851-855)-

48a. Inclus dans: L'État Mental des hystériques, Paris, Alcan, 1911 (708 P-), (P. 451-457)-

49. Un cas d'hémianopsie hystérique transitoire. Presse médicale, vol. 7, 1899, Il (P. 241-243)-

49a. Inclus dans. L'État mental des hystériques, Paris, Alcan, 1911, (708 P.), (P- 458-469)-

50. Objet de l'Institut Psychologique. Bulletin de l'Institut Psychique International, dirigé par le Dr Pierre Janet, vol. 1, 1900-1901 (p. 85-96).

51. Société de Psychologie. Première séance à l'Hôtel des Sociétés Savantes le 29 mars 1901. Allocution de M. Pierre Janet. Bulletin de l'Institut Psychique International, vol. 1, 1900-1901 (p. 133-139)-

52. Discussion sur les hallucinations. A la suite de- Gilbert Ballet- Psychologie pathologique des hallucinations. Bulletin de l'Institut Psychologique International, vol. 1, 1900-1901 (p. 186-i88). Janet: (P. I88-192).

53. Une Extatique. Conférence faite à l'Institut Psychologique International le 25 mai 1901. Bulletin de l'Institut Psychologique International, vol. 1, 1900-1901 (P. 209-240)-

54- Discussion sur la rapidité de la réaction consciente. A la suite de Sollier- Sur la rapidité de la réaction consciente. Bulletin de

l'Institut Psychologique International, Vol- 1, 1900-1901 (P. 286-290). Janet: (P. 290-292).

55. Un cas du phénomène des apports. Bulletin de l'institut psychologique International, vol. i, 1900-1901 (P- 329-335).

55a. Inclus dans: L'État mental des hystériques, Paris, Alcan, 1911 (708 P.), (P. 499-505)-

56. La maladie du scrupule ou l'aboulie délirante. Le contenu des obsessions. Revue Philosophique, vol. 5 i, 1 90 1, 1 (P- 337-359; 499-524).

57. Un cas de rythme de Cheyne-Stokes dans l'hystérie. Influence de l'activité cérébrale sur la respiration. (Avec F. Raymond). Quatrième Congrès international de Psychologie, Paris, 20-26 août 1900, Paris, Alcan, 1901 (P- 524-537; discussion: p. 537-540)-

57a. Inclus dans L'État mental des hystériques, Paris, Alcan, 191 1, (P- 484-498)

58. L'hypnotisme et la psychologie au Collège de France. Revue de l'hypnotisme, vol. 16, no 10, 1902 (P. 289-290).

59. Le syndrome psychasthénique de l'akathisie". (Avec F. Raymond) Nouvelle Iconographie de la Salpêtrière, vol. 15) 1902 P. 241-246).

60. Spasmes et tremblements chez des psychasthéniques. (Avec F. Raymond). Nouvelle Iconographie de la Salpêtrière, vol. 16, 1903 (P. 209-217).

61. Un trouble de la vision par exagération de l'association binoculaire. Annales d'Oculistique, vol. 130, juilIet 1903 (P. 29-4l)-

61 a. Reproduit dans: Bulletin de l'Institut Général Psychologique, vol- 3, 1903 (P- 63i-645). Discussion (P. 645-649)-

61b. Inclus dans: L'État mental des hystériques, Paris, Alcan, 1911, 708 P. (P- 470-483)-

62. Les maladies déterminées par l'émotion. Conférence faite à l'Union des Femmes de France le 24 février 1904. L'Union des Femmes de France. Bulletin officiel Paris, Masson, 7e série, no i, mai 1904 (P- 8-10)-

63. Dépersonnalisation et possession chez un psychasthénique. (Avec F. Raymond). Journal de Psychologie, vol. 1, 1904 (P. 28-37).

64. L'amnésie et la dissociation des souvenirs par l'émotion. Conununication à la Société médico-psychologique, Journ al de Psychologie, Vol- 1, 1904 (P- 417-453)-

64a. Résumé dans. Les Nevroses, Paris, Flammarion 1909 (397 P.), (p. 6-8, 40-41, 60, 62).

64b. Inclus dans. L'État Mental des hystériques, Paris, Alcan, 191I (708 P-), (P- 506-544)-

65. La durée des sensations visuelles élémentaires. Bulletin de L'Institut Général Psychologique, vol. 4, 1904 (P- 540).

66. The Psycholeptic Crises. (Paper read by invitation before the Boston Society of Psychiatry and Neurology, October 20, 1904)- Boston Medical and Surgical Journal, vol. 152, I905 (P- 93-100)-

67. Mental Pathology. Psychological Review, vol. 12, 1905 (P. 98-117). (Reproduction partiellement modifiée de la conférence donnée au Congress of Arts and Science de St. Louis, le 24 septembre 1904).

68. Atti del V Congresso Internazionale di Psicologia tenuto in Roma dal 26 al 30 aprile 1905. Dr. Sante de Sanctis, Roina, Forzani, 1906 (798 P.) - Discours des délégués. Janet. p. 51.

69. Les oscillations du niveau mental. Conférence faite au Cinquième Congrès de Psychologie, Rorne, le 29 avril 1905. Atti del V Congresso Internazionale di Psicologia tenuto in Roma del 26 al 30 1905, P. Sante de Sanctis, Roina, Forzani, 1906 (798 P.), (P. 110- 126).

69a. Reproduit dans: Revue des Idées, Vol. 2, 1905 (P- 729-755)

70. A propos du " déjà vu ". Journal de Psychologie, Vol. 2, 1905 (P- 289-307)

71. The Relations of Abnormal Psychology. International Congress of Arts and Science. Universal Exposition, St. Louis, 1904. Ed. Howard J. Rogers. Vol. 5, Boston, 1906 (P. 737-753)-

72- Un cas de délire systématisé dans la paralysie générale. -Journal de Psychologie, vol- 3, 1906 (P. 329-33l)-

73- On the Pathogenesis of some lmpulsions. The Journal of Abnormal Psychology, vol. 1, 1906-1907 (P. 1-17).

74- Un trouble de la vision par exagération de l'association bino- culaire. Journal de Psychologie, vol- 4, 1907 (P. 245-246).

74a. Traduction anglaise: A Disturbance of Vision due to Exaggeration of Binocular Association. (Paper read to the New York Neurological Society on November 28, 1906). Medical Record, vol. 71, 1907 (P- 757-759).

75. Le besoin d'excitation dans les impulsions psychasthéniques. Journal de Psychologie, vol- 4, 1907 (P- 346-351)-

76. Letter of Dr Pierre Janet. journal of the American Societ for Psychinical Research, vol. 1, 2, 1907 (P. 73-93)-

77. Théories modernes sur la genèse de l'hystérie. Compte rendu des Travaux du Premier Congrès International de Psychiatrie, de Neurologie, de Psychologie et de l'Assistance aux aliénés, tenu à Amsterdam du 2 au 7 septembre 1907. Ainsterdam, J. H. de Bussy, 1908 (p. 264- 27Ô)-

78- El renversement de l'orientation ou l'allochirie des représentations. journal de-, Psychologie, vol. 5, 1908, Il (P- 89-97) discussion (P. 147-149). inatique à la suite des sentiments d'incomplétude

79. Délire systématique à la suite des sentiments d’incomplétude chez une psychasthénique. Journal de Psychologie, vol. 5, 1908 (P. 157-160)-

79a. Délire systématique à la suite de pratiques du spiritisme. Revue Neurologique, vol. 17, 1909 (P- 432-435).

79b- Reproduit dans. Encéphale, Vol- 4, 1909, 1 (p. 363-368).

80. Un cas de délire somnambulique avec retour à l'enfance. Journal de Psychologie, Vol- 5, 1908 (P- 336).

80a. Reproduit dans: Encéphale, vol- 3, 1908, Il (P- 104-108)-

80b. Résumé dans. Revue Neurologique, vol. x6, 1908, 1 (P- 1172-1173) discussion (p. 1173-1174)-

81. La parte des sentiments de valeur dans la dépression mentale. journal de Psychologie, vol- 5, 1908 (P- 481-487)-

82. Le sentiment de la dépersonnalisation. Journal de Psychologie, vol. 5, 1908 (P- 514-516)-

83. Discussion sur la communication de Delinas et Dupouy " Un cas d'inversion sexuelle masculine ". -Journal de Psychologie, vol, 5, 1908 (p. 516-525). (Janet. p. 525-5Q6).

84- Qu'est-ce qu'une névrose? Revue Scientifique (Revue Rose), vol. 83, 1909 (P. 129-138)-

84a. Inclus dans: Les Névroses, Paris, Flammarion, 1909. Conclusion.

85. Problèmes psychologiques (de l'émotion). In: Du rôle de l'émotion dans la genèse des accidents névropathiques et psychopathi- ques. Compte rendu officiel des Séances. Revue Neurologique, Vol- 17, 1909, Il. Rapport de Janet (p. 1551-1552; intervention dans la discussion (p. 1578-1687)-

86. Une Félida artificielle. Revue Philosophique, vol. 69, 1910, 1 (P- 329- 357; P- 483-529)-

86a. Inclus dans: l´État mental des hystériques, Paris, Alcan, 1911 (P- 545-6i8).

87- Les problèmes du subconscient. Sixième Congrès International de Psychologie. Génève, 2-7 août 1909. Rapports et comptes rendus. "Ed. Claparède, éd.) Génève, Kündig, 1910 (P- 57-70)-

87a. Reproduit dans. Le Subconscient. Scientia, vol. 7, année 4, no 13, 1910 (p. 64-79)-

88. Les problèmes de la suggestion. (jahresversamrnlung der Internationalen Gesellschaft für inedizinische Psychologie und Psychotherapie, Brüssel, 7.-8. August 1910). Journal fur Psychologie und Neurologie, vol. 17, Ergânzungsheft, 1910-1911 (P. 323-343)-

89. La kleptomanie et la dépression mentale. Journal de Psychologie, vol. 8, 1911 (P- 97-103)-

90. Les névroses hystériques. Le Journal (Paris). jeudi 8 aôut 1912, no 7256, P.-6.

91. La psychoanalyse. XVIlth International Congress of Medicine. London, 1913. Section XII. Psychiatry (1, p. 13-64). Discussion- Section XII (11, p. 5i-55)

91a. Reproduit sans la discussion dans. Journal de Psychologie, vol- 11, 1914 (P- 1-130)

91b. Trad. allemande: Janet über die Psychoanalyse. Zontral- blait für Psychoanalyse und Psychotherapie, vol. IV, i 9 i 4 (P- 309-316).

91c. Trad. anglaise- Psychoanalysis. The Journal of Abnormal Psychology, vol- 9, 1914-1915 (P- 1-35; 153-187)-

92. Valeur de la psychoanalyse de Freud. (Société de psychothérapie, d'hypnologie et de psychologie, séance annuelle du 1 6 juin 1914)- Revue de Psychothérapie et de Psychologie appliquée, 2ge année, no 3 et 4, mars-avril 1915 (P- 82-83)-

93. L'alchoolisme et la dépression mentale. Académie des Sciences Morales et Politiques, Séances et Travaux, Compte rendu. Nouvelle série, tome 84 (184 de la collection), 1915, Il (P. 299-311), (séance du 7 août 1915).

93a. Reproduit dans. Revue Internationale de Sociologie Vol. 23, 1915 (P- 476-485)-

93b. Traduction anglaise: Alcoholism in Relation to Mental Depression. Journal of the American Medical Association, vol- 77, 1921 (P- 1462-1467).

94. Notice sur la vie et les oeuvres de M. Alfred Fouillée. Académie des Sciences Morales et Politiques, Séances et Travaux. Compte rendu séance du 8 avril 1916, 76e année, , tome 86, (185e de la collection), 1916, Il (P- 225-253; 392-4I6)-

94a. Reproduit sous forme de brochure avec une photographie d'Alfred Fouillée. Paris, Firinin-Didot, 1916 (64P.)

95. Rapport sur la Fondation Carnot et sur les Fondations Gasne, Augustine Bon, Davillier et Schumacher de Guerry pour 1916. Académie des Sciences Morales et Politiques, Séances et 'Travaux. Compte rendu. Séance du 17 juin 1916- 76e année, nouvelle série, tome 86, (185e de la collection), 1916, Il (P- 497- 508).

96. Théodule Ribot (avec Georges Durnas). Le Temps (Paris), 11 décembre 1916 (page 3).

97. La tension psychologique et ses oscillations. Journal de Psychologie, vol. 12, 1915-1917 (P. 165-193)-

97a. Inclus dans. Georges Durnas (éd.). Traité de Psychologie, 1923, P. 919-952.

98. L'oeuvre psychologique de Th. Ribot. (Leçon faite au Collège de France le 11 décembre 1916). Journal de Psychologie, vol. i 2, 1915-1917 (P. 268-282).

99. Les fatigues sociales et l'antipathie. Revue Philosophique, vol. 87, 1919 (P. 1-71).

100. Les oscillations de l'activité mentale. Les degrés de l'activation des tendances. Cours du Collège de France (1916-1917).-Journal de Psychologie, vol. 17, 1920 (P- 31-38)-

101. Les oscillations de l'activité mentale. Les degrés de l'activité mentale. Cours du Collège de France (1917-1918)- Journal de Psychologie, vol. 17, 1920 (P. 38-44).

102 . Un cas de sommeil prolongé avec perte du sentiment du réel. Journal de Psychologie, vol. 17, 1920 (p. 665-672). 1910. A Case of Sleep Lasting Five Years, with loss of sense of reality. (Paper read at the 47th Annual rnecting of the American Neurological Association. Atlantic City, N. Y., June 1921). Archives of Neurology and Psychiatty, Vol- 6, 1921, Il (P- 467-474)-

103. Les oscillations de l'activité mentale. Journal de Psychologie, vol. 18, 1921 (P- 140-145)-

104- Le centenaire de l'Hôpital Bloomingdale. Annales Médico-Psycho- logiques, I IIe série, 79e année, 192 1, Il (P- 344-346).

105. La tension psychologique, ses degrés, ses oscillations. British Journal of Psychology. Modical Section, vol. 1, 1920-1921 (P. 1-15, 144-164, 209-224)-

106 . Les deux formes de la volonté et de la croyance dans un cas de délire psychasthénique. In: Congrès des Sociétés américaine, anglaises, belge, italienne, et de la Sociétéfrançaise de Philosophie, Session extra- ordinaire tenue à la Sorbonne du 2 7 au 3 i décembre 1921. Paris, Librairie Armand Collin, 1925. Janet- p. 139-169.

107- La peur de l'action. Journal de Psychologie, vol. 19, 1922 (P- 459- 460)-

107a. Traduction anglaise. The Fcar of Action, Journal of Abnormal and Social Psychology, vol. 16, 1921-1922 (P- 150- i 6o).

108. Discussion d'une connnunication d'Henri Wallon: Un cas de brusque variation dans la forme de crise d'origine émotive. Journal de Psychologie, vol. 19, 1922 (p. 55i-,556). (Janet: p. 556- 557).

109. Discussion d'une communication de F. L. Arnaud- Sur la sincé- rité de certains délirants. Journal de Psychologie, vol. 19, 1922 (P. 557-562). Janet. (P- 563-566)-

110. A Case of Psychasthenic Delirium. Traduction du manuscrit de Janet par Francis Devlin. American Journal of Psychiatry, vol. 1, No 3, 1922 (P- 319-334)-

111. Psychicasthenia and Atony. (In French with English title). Vll International Congress of Psychology. Oxford, july 26-August 2, 1923. Proceedings and Papers, Cambridge, University Press, 1924 (P. 201-211).

111 a. L'atonie et l'asthénie psychologiques. British Journal of Medical Psychology, vol- 4, Part 1, 1924 (P- 1 - 1 1) -

112. A propos de la métapsychique. Revue Philosophique, vol. 96, 1923 (P- 5-32)-

113. Discours à l'occasion de sa présidence pour 1925 ( 10 janvier 1925). Académie des Sciences Morales et Politiques, Séances et Travaux, Compte rendu. 85e année, 1925, 1 (p. 164-168)-

114. Les souvenirs irréels. Archives de Psychologie, vol. 19, 1924 (P. 144)..

115-Les états de consolation et les extases. Les sentiments de joie dans l'extase. Journal de Psychologie, vol. 22, 1925 (P- 370-420; 465-499). -

116. Discours à l'Institut de France. Académie des Sciences Morales et Politiques, Séances et Travaux. Séance publique annuelle du 19 décembre 1925. Paris, Firmin-Didot, 1925 (P- 3-7l)-

117- Psychoneuroses. (Traduction par Elton Mayo de la conférence faite au Philadelphia General Hospital le 14 octobre 1925)- The American Journal of the Medical Sciences, vol. 17 1, 926 (P. 781-786).

118. Le 8e Congrès international de Psychologie, réuni à Groningue du 6 au 11 septembre I926. Journal de Psychologie, 1927, Vol. 24 (P- 348-354)-

119. Social Excitation in Religion. (Paper read at the Eiglith Inter- national Congress of Psychology at Groningen, September 8,

1926). PSYCHE (London), vol. 7, & 26, Octobre 1926, 1926-1927,p. 6-14.

120. Rapport sur la Suggestion. Présenté le 27 novembre 1926 au Congrès de Psychiatrie de Zürich. Archives Suisses de Neurologie et de Psychiatrie, vol. 2o, 1927, 1 (p. 5-22).

121. La peur de l'action. Revue Philosophique, vol. 103, 1927, 1 (P. 321- 336); vol. 104, 1927, Il (P. 5-21).

121a. Inclus dans: De l´angoisse à l'extase.

122. Discussion du rapport de J. Lévy-Valensi. L'automatisme rnental.Congrès des Médecins Aliénistes et Neurologistes de France et de langue française, 31 session, , 25-30 juillet 192 7. Paris, Masson, 1927 (P. 168-171).

123. A propos de la schizophrénie. Journal de Psychologie, vol. 24, 1927 (P- 477-492)-

124- Sentiment du vie. Journal de Psychologie, vol. 24, 192 7 (P- 861 - 887)-

124a. Résumé dans. Annales Médico-Psychologiques, 12e Série, 85e année, I927, Il (P. 275-277).

125. Les béatitudes. Revue Philosophique, vol. 105, 1928, 1 (P- 321-366), vol. 106, 1928, Il (P. 106-148)-

126. Discussion d'une communication de Piaget: Les trois systèmes de la pensée de l'enfant. Bulletin de la Société Française de Philosophie, Vol. 28, 1928, no 4 juillet-septembre (P. 97-141), (Janet. p. 138- 140)-

127. La catatonie et les sentiments. Congrès des Médecins Aliénistes et Neurologistes de langue française- 32e session, Anvers, 23-28 juillet 1928. Paris, Masson, 1928 (P- 247-253).

128. Un cas du vol de la pensée. Annales Médico-Psychologiques, 12e série, 86e année, 1928, Il (P. i46-164).

129. Les sentiments régulateurs de l'action. Bulletin de la Société Française de Philosophie, vol. 29, 1929 (P- 73-103)-

130- Psychologie et graphologie. L'Hygiène mentale, vol. 25, 1930 191-194)-

131. La force et la faiblesse psychologiques. Acta. Cours international de perfectionnement pour médecins. Locarno, 11-26 octobre 1931- Tomarkin-Foundation New York. Siège Européen Locarno (Suisse), 1931 (150 P.).

I. Les dépenses de l'action (conférence du 12 octobre 1931), (P. 20-22).

Il. Les maladies par faiblesse psychologique et la dénience asthénique (conférence du 13 octobre 1931), (P. 28-30)-

III. Les hypothèses sur les lois et la nature de la force psycho- logique (conférence du 14 octobre 1931), (P- 35-37).

132- L'intelligence élémentaire (1): La ressemblance et le portrait. Revue des Cours et Conférences, vol- 33, 30 avril 1932 (P- 97-1 10).

133- L'intelligence élémentaire (Il)- La psychologie de la forme. Revue des Cours et Conferences, vol- 33, 15 mai 1932 (P- 211-228)-

134- L'hallucination dans le délire de persécution. Revue Philosophique, vol- 113, 1932, 1 (P- 61-98)-

135. Les croyances et les hallucinations. Revue Philosophique, vol. 113, 1932, 1 (P. 278-331)-

136- La relativité de la subconscience. Psychologie et vie, 1932, vol- 6, P- 3-4-

137 Les sentiments dans le délire de persécution. Journal de Psychologie, vol. 29, 1932 (P. 161-240, 401-460)- 138.

138 Pedro Janet. Nuevo socio correspondiente de la Sociedad Cientifica Argentina. (Discours du président, le Dr Nicolàs Lozano, et de Pierre Janet, le 13 septembre 1932, résumés en traduction espagnole). Anales de la Sociedad Cientifica Argentina, vol. 114, 1932 Il (P- 308-310)-

139- Les progrès de la science en Argentine. Journal des Nations Américaines. L'Argentine. Nlle série no 7, 1ère année, i8 juin 1933 (Janet- p. 1-2).

140. Les débuts de l'intelligence. Revue Bleue, politique et littéraire, vol. 73, 1935 (P- 1-7)- 14oa. Inclus dans: Les Débuts de l'intelligence, Paris, Flammarion, 1935-

141-Réalisation et interprétation. Annales Médico-Psychologiques, XVe série, 93e année, Il (P- 329-366). 1935,

142. Aux frontières du langage. Le symbole et le signe. Revue Bleue, politique et littéraire, vol. 74, 1936 (P. 253-259)-

142a. Inclus dans- L'Intelligence avant le langage, Paris, Flammarion, 1936-

143- Le langage intérieur dans l'hallucination psychique. Annales Médico-Psychologiques, XVe série, 94e année, 1936, Il (P- 377-386).

143a- Résumé dans: Congrès des Médecins Aliénistes et Neurologistes de France et de langue française, 40e session, Bâle- Zurich-Berne-Neuchatel, 20-25 juillet 1936- Paris, Masson, s.d., (P. 367-369).

144. Discussion de la communication de L. Schwartz- La psychologie dynamique de Janet à nos consultations. Congrès des Médecins Aliénistes et Neurologistes de France et de languefrançaise, 40e session, Bâle-Zurich-Berne-Neuchatel, 20-25 juillet 1936. Paris, Masson, s.d. (P- 370-373; Janet: 374)-

145. Discussion d'une communication de Marcel Monnier. Le traitement des psychoses par la narcose prolongée; sa téchnique actuelle; ses résultats. Congrès des Médecins Aliénistes et Neurologistes de France et de langue française, 40e session, Bâle-Zurich-Berne- Neuchatel, 20-25 juillet 1936. Paris, Masson, s.d. (P- 518-523; Janet- P- 523-524)-

146. La psychologie de la croyance et le mysticisme. Revue de Métàphysique et de Morale, vol- 43, 1936 (P- 327-358; 507-532); vol- 44, 1937 (P- 369-410)-

147. Le langage inconsistant. Theoria, vol- 3, 1937 (P. 57-71).

148. Les troubles de personnalité sociale. Annales Médico-Psychologiques, XVe série, 95e année, 1937, Il (P- 149-200; 421-468).

149- Les signes de l'asthénie psychologique. La Graphologie scientifique, 1937 (P- 3-12)-

150. Discours au III Congrès International de Graphologie, 19-22 septembre 1937, à Paris. La Graphologie scientifique, 1937, n) 92, juillet-décembre 1937 (P- 39-40)-

151. L'examen de conscience et les voix. Annales médico-psychologiques, 1938, 1 (p- 93-99). Discussion (p. 99-101).

151a. Reproduit dans: Cientia (Müan), vol. 63, mai-juin 1938 (P- 263-278, P- 329-344)-

152. Les conduites sociales. Onzième Congrès International de Psychologie, Paris, 25-31 juillet 1937. Rapports publiés par. Piéron et. Meyerson. Paris, Alcan, 1938 (P- 138-149)-

153- Pour le centenaire de Théodule Ribot. Discours prononcé à la Sorbonne le 22 juin 1939- Revue de Métaphysique et de Morale, Vol- 46, 1939 (P- 647-657).

154. Discussion de la communication de J. Devallet et P. Scherrer- Un cas de psychose de dégoût conjugal avec réaction infanticide. Annales médico-psychologiques, vol. 97, 1939, Il (p. 8o-86). Janet- (P- 87-88).

155. L'acte de la destruction. Revue générale des Sciences, vol. 51, 1940- 1941 (P- 145-148)-

155a. Reproduit avec quelques compléments dans Livro de homenagem de Alvaro e Miguel Ozorio de Almeida. Rio de Janeiro, 1939 (P. 354-358)-

156. Perspectives d'application de la psychologie à l'industrie. Premier cycle d'étude de psychologie industrielle (6-9 décembre 1943)- Fascicule no L Psychologie et Travail, CEGOS, 1943 (P- 3-8)-

157. La croyance délirante. Schweizerische Zeitschrift fùr Psychologie, vol- 4, 1945 (P- 173-187)-

158. Autobiographie psychologique. Les états philosophiques. Nouvelle série, no 2, avril-juin 1946 (P- 81-87)-

159. Le sentiment de l'inspiration et la théorie des sentiments. Psyché 159 (Paris), vol. 12, décembre 1946 (P- 146-149)-

N.B. Les articles des noll 9, 10, 22, 25, 26, 27, 28, 29, 32, 35, 37 et 40 sont inclus dans Névroses etidées fixes, vol. 1. 

 

CONTRIBUIÇÕES A OBRAS COLETIVAS

1 .Articles- Aboulie (P. 9-13). Amnésie (P. 431-436). Anesthésie (P. 506-513). Attention (p. 83i-839). Dictionnaire de Physiologie de Charles RICHET. Paris, Alcan, Torne 1 (1046 p.), 1895.

2. Traitement psychologique de l'hystérie. Traité de thérapeutique appliquée. Dir. Albert Robin, fascicule XV, Ile partie. Paris, Rueff, 1898 (p. 140-216).

2a. Inclus dans: L'État mental des hystériques, Paris, Alcan, 1911 (P. 621-688).

3- Subconscious Phenomena by Hugo Münsterberg, Th. Ribot, Pierre Janet, Joseph Jastrow, Bernard Hart and Morton Prince. Boston, Richard G. Badger, 1910 (141 p.), Janet. p. 53-70.

4. The Relation of the Neuroses to the Psychoses. A Psychiatrie Milestone. BloomingdaL- Hospital Centenary, 1821-1921. New York, Society of the New York Hospital, 1921 (220 P.), (P. 115-146).

5. La tension psychologique et ses oscillations. In: Traité de Psychologie de Georges Dumas, Paris, Alcan, 1923, 2 vol- (964 et, 1073 P-), vol. 1 (P- 9I9-952)-

6. Memories which are too real (Traduction anglaise). In- Problems r. Morton Prince. (Ed. par

of Personality. Studies presented to D Campbell MacFie et al). New York, Harcourt, Brace & Co., 1925 (P. 141-,50).

7. Fear of Action as an Essential Element in the Sentiment of Melancholia. The Wittenberg Symposium "Feelings and Emotions" edited by Martin L. Reyrnont, Clark University Press, Worcester,  MASS., 1928 (454 P.)- Chapitre 25 (P. 297-309)-

8. L'analyse psychologique (Traduction anglaise). In. Carl Murchison (éd.) 8.Psychologies of 1930, Worcester, Mass., Clark University Press, IP30 (497 P-), (P- 369-373).

9. La Psychologie Expérimentale et comparée. In. Le Collège de France, 1530- 1930. Livre jubilaire composé à l'occasion de son quatrième centenaire par MM. A. Lefranc, P. Langevin etc... Paris, Presses Universitaires de France, 1932 (419 P-)- (Janet. p. 221-234)-

10. L'individualité en psychologie. In- L'Individualité. exposés par M. Caullery, C. Bouglé, Pierre Janet, J. Piaget, Lucien Febvre. Discussions. Centre International de Synthèse. Paris, Alcan, 1933 (i57 p.). Uanet: P. 39-50).

11. La tension psychologique et ses oscillations. In: Georges Durnas. Nouveau Traité de Psychologie, nouvelle édition, texte de l'édition de 1923 révisé, vol- IV (525 p.), Paris, Alcan, 1934 (p. 386--411).

12. Psychological Strength and Weakness in Mental Discases. In. Harvard Tercentenal Publications. Factors determining Behavior. Cambridge, Mass., Harvard University Press, 1937 (168 p.), (p. 64- 106).

13. La psychologie de la conduite. In- Encyclopédie Française, tome VIII, La Vie Mentale, dirigé par Henri Wallon, 1938 (p. 8 08-11 à 8 08-16).

14. Les stades de l'évolution psychologique. In: La Notion de Progrès devant la science actuelle. Centre International de Synthèse, 6 semaine, Paris, Alcan, 1938- Janet. P. 49-71.

15. L'acte de la destruction. "Livro de homenagem" aos Professores Alvaro e Miguel Ozorio de Almeida. Rio de Janeiro, 1939 (649 P.), (P- 354-358).

16. Le centenaire de Th. Ribot. In. jubilé de la Psychologie Scientifique Française. Agen, Imprimerie moderne, 1939 (601 p.).

17- Caractères de l'hallucination du persécuté. In- Miscellanea Psychologica Albert Michotte. Louvain (Institut Supérieur Philosophique) et Paris (Vrin), 1947 (640 P.), (P. 237-253).

18. Contributions au Vocabulaire téchnique et critique de la philosophie par André Lalande. Société Française de Philosophie- 5e éd-, 1947 (1280 p.). Notices ou remarques par Pierre Janet, Paris, P.U.F., Janet: Aboulie (P- 3). Angoisse (P- 57). Béatitude (p. 106). Catalepsie (p. 12 i). Champ de la conscience (p. I33) - Comportement (p. i5i). Daltonisme (p. 193). Dégénérescence (p. 2o3). Dépersonnalisation (p. 207-208). Folie du doute (p. 24o). Subconscient (p. 1014)- Suggestion (p. 1039).

 

PREFÁCIOS

1. N. MALEBRANCHE . De la Recherche de la vérité. Livre Il. Édité par Pierre Janet. Paris, Alcan, 1886 (176 p.). Introduction p. 1-30.

2. Harald HOFFDING : Esquisse d'une psychologie fondée sur l'expérience. Édition française, rédigée conformément à la 4e édition danoise, Paris, Alcan, 1900.

2a. 2è édition française d'après la 3e édition allemande Paris, Alcan, 1903. Préface (p. 1-VI).

3- J. GRASSET : Le Spiritisme devant la science. Montpellier et Paris, Coulet et fils, 1904, nouvelle édition (392 P.). Préface (p. Vll- XXIX).

4. S. SANTERRE: Psychologie du nombre et des opérations élémentaires de l'arithmétique. Paris, Doin, 1907 (178 p.)., Préface (p. 1-XIV).

5. Joseph Jastrow - La Subconscience (traduction de l'anglais). Paris, Alcan, 1908 (380 p.). Préface (p. 1-X).

6. P. Smntyves: La Simulation du merveilleux. Paris, Flammarion, 1912 (387 P.) - Introduction par Pierre Janet.

7. G. Lamarque,: 7-h. Ribot. Choix de Textes et Étude de l'OEuvre, Paris, Rasmussen, s.d. (1925), (222 P.). Préface de Pierre Janet.

8. A. GAUCHER: L'Obsédé. Drame de la libido. Paris, Delpeuch, 1925 (Lettre de Pierre Janet insérée dans le livre, p. XV).

9. W. DRABOVIT: Fragilité de la liberté et séduction des dictatures. Paris, Mercure de France, 1934 (235 P.). Préface (p. 8-i8).

10. C. KONCZEWSKI.- La Pensée préconsciente, Essai d'une psychologie dynamiste. Paris, Alcan, 1939 (276 P.). Introduction de Pierre Janet (P. lX-XIV).

11. Leonhard SCHWARTZ: neurasthenie. Bâle, Benno Schwabe, 1939 (48 P-)- Vorwort von Pierre Janet (p. 7-12).

11 a. Reproduit comme préface dans: Leonhard SCHWARTZ. Die Neurosen und die dynamische Psychologie von Pierre Janet, Bâle, Benno Schwabe, 1951 (465 P-)- Préface (p. 19-25).

12. Léon Dupuis: Les Aboulies sociales. Le scrupule. La tiniidité. La susceptibilité. L'autoritarisme. Paris, Alcan, 1940 (!272 P.). Introduction (p. i-i3).

13- Jean DFLAY: La Dissolution de la mémoire. Paris, Presses Universitaires de France, 1942 (152 p.). Préface (p. XI-XX).

I4. R. von KPAFFT-EBING- Psychopathia Sexualis. 16e et 17C éditions allemandes refondues par Albert Moll (traduction française). Paris, Payot, 1950 (907 p.). Préface (P- 4-8)- 

 

PRINCIPAIS TRABALHOS TRANFORMADOS EM LIVROS

Revue Philosophique

1- Vol. 21, 1886, 1 (P. 97-100).

Dr. Paul Radestock: Genie und Wahnsinn, eine psychologische Uniersuchung (VII - 78 p. Breslau, Eduard Trewendt, 1884)-

2- Vol- 22, 1886, Il (P- 188-193)-

Alfred Binet: La Psychologie du rayonnement, récherches expérimentales par l'hypnotisme. Paris, Alcan, 1886. (171 P.).

3. Vol. 25, 1, 1888 (P. 91-95).

Dr. A. Baréty: Le Magnétisme animal étudié sous le nom déforce neurique rayonnante et circulante dans ses propriétés physiques, physiologiques et thérapeutiques. Paris, 0. Doin et J. Lechrvalier, 1887 (662 p.).

4. Vol. 27, 1,889, 1 (P. 51 I-513)-

Dr. Coste. L'Inconscient. Étude sur l'Hypnotisme. Paris, J. B. Baülière, 1889, (I58 P.).

5- Vol- 33, 1892, 1 (P. 549-554)-

A. Pitres- Leçons cliniques sur l'hystérie et l'hypnotisme. Paris, Doin, 1891, 2 vol- (531 et 551 P-)-

6. Vol- 34, 1892, Il (P- 516-521)-

Dr. J. Seglas: Des Troubles du langage chez les aliénés., Paris, Rueff & Go., 1892, (304 P-)-

 

BIBLIOTECA MÉDICA CHARCOT-DEBOVE.

Brain Il. Vol. 16, 1893 (P- 286-302)- lack Tuke- A Dictionaire of Psychological Medicine. 2 vol. (1477 P-), London, Churchill, 1892.

 

REVISTAS DE CIÊNCIAS

1. Vol. 4, 1893 (P- 23)- Cesare Lombroso- Les Applications de l'anthropologie criminelle. Paris, Alcan, 1892 (224 P-)-

2. Vol. 4, 1893 (P- 512) - Dr. Paul Richet: Paralysies et contractures hystériques. Paris, Doin, 1893 (223 P-).

3- Vol- 4, 1893 (P- 397)- Cesare Lombroso. 7-he Man of Genius. London, Walter Scott, 1893 (370 P-)-

4. Vol- 5, 1894 (P- 89)- Dr. E. C. Seguin (de New York): Leçons sur le traitement des névroses. Paris, Doin, 1894 (98 p.). (Traduction).

5- Vol- 5, 1894 (P- 941)- Dr. E. Laurent: L'Anthropologie criminelle et les nouvelles théories du crime. Paris, Soc. Édit. Scientifiques, 2e éd., 1894 (239 P-).

6. Vol. 5, 1894 (p. 1002). Toussaint Barthélérny- Étude sur le dermographisme ou dermoneurose Édit. Scientifiques, 1894. vasomotrice. 1 vol- (300 P-)- Paris, Soc

7. Vol. 5, 1894 (p. 254-256)- Brain. A Journal of Neurology. London, A. de Watterville, éd. Auturnn-Winter 1892 - Auturnn 1893.

8. Vol- 5, 1894 (P. 173-174). E. Brissaud: Anatomie du cerveau de l'homme. Morphologie des hémisphères cérébraux ou cerveau propriement dit. Paris, Masson, 1893- Atlas Vol- 496 p.

9. Vol. 7, 1896 (P. 493)- Dallemagne. Les Stigmates anatomiques de la criminalité. Paris, Masson et Gauthier-Villars, 1896 (185 p.). J. Dallemagne. Les Stigmates biologiques et sociologiques de la criminalité. Paris, Masson et Gauthier-Villars, 1896 (212 p.).

10- Vol. 8, 1897 (P. 517). J. Dallernagne : Les Théories de la criminalité. Paris, Masson et Gauthier-Villars, 1897 (214 P-).

11. Vol. 9, 1898 (P. 255). A. Proust et G. Ballet- L'Hygiène du neurasthénique. G. Masson, Paris, 1898 (282 p.).

12. Vol. 10, 1899 (P. 288). Mlle Georgette Déga -. Essai sur la cure préventive de l'hystériefétninine par l'éducation. Thèse médicale. Bordeaux, Paris, Alcan, 1899 (96 p.).

13- Vol. 10, 1899 (P. 199-200). J. Dallemagne. Pathologie de la Volonté. Paris, Masson et Gauthier- ,'J,' Villars, 1899 (192 P.).

14. Vol- 10, 1899 (P- 31). D. Mercier. Les Origines de la Psychologie contemporaine. Paris, Alcan, 1899 (486 P.).

15- Vol- 11, 1900 (P- 1243-1244). Georges Durnas. La Jiùtesse et la joie, Paris, Alcan, 1 900 (426 p.).

 

CURSOS DO COLÉGIO DE FRANCE

Tires dês Couros Anuário duo Collège de France

1900-1901 Th. Ribot, professar. Premiar semestre, Vol. I, 1901, Janet. Duo Someis et dês états hypnoïdes P- 26-27-

(Oscillations du niveau mental). Sommeil, reve, insomnie et hypersomnie, somnambulisme.

1901- 1902 Fatigue physique, intellectuelle et pathologique- Vol. 2, 1902, logie mentale. Élévations et abaissements p. 27-28. de la tension psychologique.

1902-1903 Émotion chez l'homme sain et le malade. Émotion- Vol- 3, 1903 - réaction d'un être mis rapidement P- 74-77- dans une situation nouvelle à laquelle man- que le temps et le pouvoir de s'adapter.

1903- 1904: Les Conditions de la conscience. i. Relations de Vol. 4, 1904, dépendance avec le cerveau et les fonctions P- 54-56. physio. 2. Caractères essentiels de la cons- cience: durée, variations quantitative et qualitative, étendue, niveau de tension psychologique, tèndance à l'unité

1904-1905Conditions psychologiques de mouvements Vol. 5, 1905, membres. Sensations kinesthésiques, images P. 67-70. de mouvements, localisation latérale et temporelle du mouvement, régulation de la force du mouvement, tendances, actions volontaires

1905 1906 Moderations de la conscience dans les névroses Vol. 6, 1906, hystériques. (Cf. Congrès d'Amsterdam, P. 65-67.

1906-1907: Modifications de la conscience dans les névroses Vol. 7, 1907, psychasthéniques. (Dével. incomplet de l' P. 57-58- " idée fixe "). Sentiments d'incomplétude, oscillations de la tension psychologique

1907-1908: Analyse et critique des méthodes de psycanalitique- Vol. 8, 1908 rapie. Méthodes générales (religieuse, mo- P. 70-71. ralisation ... ) , éducation, etc. Les Médications psychologiques, 1919, Cf. 3 vol et méthodes à base scientifique.hypnose, suggestion

1908 1909 . Les Émotions, notademment l'émotion dépressive. Vol. 9, 1909, P- 53-54

1909 - 1910- Analyse des tendances et lois de leur réalisation. Vol. 10, 1910 , Classification en 4 groupes. Réalisation des P. 37-38. tendances, degrés de tension et de force, de réalisation

1910-1911 . La Perception. (réaction de l'être vivant à Vol. 11, 1 9

excitation) Relat. avec réflexes, ten- p. 88-91. une dances régulatrices, tendentes lointaines, tendances objectives. L'image du corps. propre. Percept. de situations et d'attitudes. La conscience

1911-1912- Les Tendances sociales et le langage. Les ten- Vol. 12, 1912, clances grégaires, l'imitation. Les tendances- P- 38-41 sociales, tendance à la subordination, à la hiérarchie, la suggestion

1912-1913: Les Tendances intellectuelles élémentaires- In- Vol- 13, 1913, tellectualisation des objets, des événe- p. 36-39-

rnents, des personnes. Le héros, la mort du héros (application à notre personnalité

1913-1914: Les Tendances intellectuelles relatives à la re- Vol. 14- 15, cherche de vérité. Croyance, assentiment, affirmation, etc. P. 80 85

1914-1915. Les Tendances rationnelles qui imposent des Vol- 14-I5, lois à la conduite et à la croyance. La conduite réfléchie, la conduite religieuse. Dé- P- 85-91 - libérationraisonnement, la décision, le savoir.

1915-1916- Les Tendances industrielles et la recherche de Vol. 16, 1916, l'explication. L'acte de production. La conduite intentionnele- P- 55-. La prévision. L'explication. Les recettes techniques (cf. les alchimistes). Idée de cause et principe de causalité. Les systèmes, conduite de l'en- seignement. Conduite expérimentale; la science. Évolution.

1916-1917. Les Degrés de l'activation des tendances. État Vol- 17, 1917, de latence, érection. Fffort. Pseudo-action, P- 64-70- jeu. Consommation de l'action, rnécanismes de terminaison. Reproduit dans -Journal de Psychologie, vol. 17, 1920, (P- 31- 38).

I917-1918. Les Degrés.de l'activité psychologique. Force, Vol. 18, 1918 tension. Les formes de paresse intellectuelle p. 50-56. (mensonge, tirnidité, esprit faux, etc.)

Reproduit dans Journal de Psychologie, vol. 1 1920, (P- 38 –44 )

1918-1919 Les Oscillations de l'activité psychologique. _ Vol. 19 1919 noinènes de transition (crises, attaques). P. 52-54. Circonstances déterminant ces changernents. Interprétation des émotions. Reproduit dans, Journal de Psychologie, vol. 18, 1921 (p.140-145 )

1919-1920: Les Oscillations de l'activité Psychologique. Vol. .20, 1920, (leur évolution dans le temps). L'accès p. 72-74. épileptique. Le chagrin, les névroses, dé- lires, mélancolies, confusions. Succession et répétition des oscill. psycholog. Dépressions progressives

1920-1921: Les Stades de l'évolution psychologique. Le Vol. 21, 1921, corps, l'homme, l'individu, le personnage, p. 64-65. le moi, la personne le sujet, l'individualité. Cf Les stades de l'évolution, psychologique. Paris, Maloine, 1926

1921-1922: L'Évolution des conduites morales et religieuses. Vol. 22, 1922, Cf. Walter M. Horton-. The Origin and p. 83-85. psychological Funetion of Religion accord- ing to Pierre Janet, American Journal of PSY--hOlûgy Vol, l. 35, 1924 (P. 16-52).

1922-1923. L'Évolution de la mémoire et la notion du temps. Vol- 23, 1923, L'attente, la mémoire, le présent. L'espace P. 74-76. et le temps rationnels

1923-1924: Étude des sentiments et leur interprétation par Vol- 24, 1924, l'analyse des mouvements et des conduites secon- p. 58-59. daires. Le sentiment du vide. Effort, fatigue, angoisse, joie

1924-1925 Étude de la mémoire et de la notion du temps Vol. 98, Étude des sentiments sociaux affectifs: Sympa- Vol. 25, 1925, thies et intérêts. Les formes de l'antipathie, p. 99- 100. les haines, les amours:

1925-1926: L´evolutions sur la psychologie de la conduite, sur les, degrés de perfection et force des tendances. Vol. 26 La p. 44-45. faiblesse psychologique, les asthénies moyennes, les états démentiels. Cf. Psicologie expérimentale. Compte rendu psychologie du cours de Janet 1926 au Collège de France en 1926. Paris, Chahine, 1926 (376 p.).

1926-1927 La Pensée intérieure et ses troubles. Cf. La pensée Vol. 2 7, 192 7, intérieure et ses troubles. Paris, Maloine, 1927. P. 76-77. 1927-1928, Étude de la memoire et de notion du tempsVol,98,1928, considérées dans leur évolution psychologique. La P. 33-34. durée. L'Acte du récit. Passé, présent, futur

1928-1929 L'évolution de la mémoire et de la notion du temps. Paris, Chahine, 1928 (136ig p.).

1929-1930: La Faiblesse et la forcepsychologiques.Actions Vol. 30, 1930, coûteuses, actions économiques. Divers P- 67-68- équilibres entre dépenses et recettes. La Force et la faiblesse psychologiques. Paris Maloine, 1932 .(326 P-)-

1930-193I: Les Délires d'influence et les sentiments sociaux. Vol- 31, 1931, -83 Délires de persécution et de grandeur. P- 81 Hallucinations. Sentiments d'emprise. Faiblesses sociales, timidités, obsessions, phobies sociales.

1931-1932. L'Intelligence élémentaire. Direction, position, Vol- 32, 1932, l'outil, rapports de ressemblance, de qualité- P. 92-93- , de quantité. Le symbole et le signe. Cf. Les Débuts de l'intelligence. Paris, Flammarion, 1935- Cf. L'Intelligence avant le langage. Paris, Flaimmarion, 1936 (292 P.).

1932-1933- Étude psychologique de la croyance (quant à Vol- 33, 1933, son mécanisme). Les notions de rapport. p. 101-103. Troubles de la croyance. Croyances réfléchies. Variétés et degrés du réel. Croyances réelles et expérimentales

1933-1934: Activité de l'esprit et ses oscillations. Force Vol- 34, 1934, psychologique et sa tension. Régulation P- 93-95- de l'équilibre entre les dépenses de l'action et les forces disponibles. Sommeil, démences. Excitations: jeu, pratiques religieuses

 

EDIÇÕES DE REVISTAS E COMUNICAÇÕES APRESENTADAS EM CONGRESSOS

Quatrième Congrès International de Psychologie, tenu à Paris du 20 au 26 août 1900. Compte rendu des séances et texte des mémoires. Publié par Pierre Janet. Paris, Alcan 1901 (814 p.).

Bulletin de l'Institut bsvchitiue international. Dirigée par Pierre Janet. Coletânea oferecida á Monsieur Pierre Janet por sua familia e seus alunos por ocasião de seus oitenta anos Paris, d'Artrey, 1939 (264 P-)-Henry Ey -La psychopathologie de Pierre Janet et la conception dynamique de la Psychiatrie (p.87-100)-

Centenaire de Théodule Ribot. Jubilée de la Psychologie Scientifique Française 1829-1889-1939. Agen, Imprimerie moderne, fra 1939 (601 p.). Contient notamment un article de E. Minkowski. Pierre Janet. Essai sur I'oeuvre et sur l'homme. Leonhard Schartz: Neurasthénie , Bâle, Benno Schwabe, 1939 (48 p.)

Jean Paulus. Le Problème de l'hallucination et l'évolution de la psychologie d'Esquirol à Pierre Janet. Liège, Faculté de Philosophie et Lettres. Paris, Droz, 1941 (191 P-)

Ignace Meyerson. Pierre Janet et la théorie des tendances. Journal de psychologie normale et pathologique, janvier-mars 1947, vol- 40 (P- 5-19)-

Elton Mayo: Some Notes on the Psychology of Pierre Janet. Cambridge, Harvard University Press, 1948 (132 P-)- Publié en Angleterre sous le titre: The Psychology of Pierre 7anet. London, Routledge & Kegan Paul, 1952 (132 P-)-

Henri EY: Études psychiatriques, vol. 1, Paris, Desciée de Brouwer, 1948. Étude no 7 (P. 137-i64).

Hommage à Pierre Janet. Numéro spécial de Involution Psychiatrique, 1950, fasc- 111 (P- 343-50I)- Contient des articles de: Hélène Pichon-Janet, J. L. Courchet, Pierre Male, G. Parche- miney, A. Hesnard, G. B. Morselli, Daniel Lagache, Marcel Bergeron, Henri Ey, E. Minkowski, H. Ellenberger, Julien Rouart.

Leonhard Schartz: Die iveurosen und die dynamische Psychologie e von Pierre Janet. Mit einer Einleitung von Pierre Janet und cinem Vorwort von Robert Bing. Basel, Benno Schwabe, 1951 (465 p.). 2a. Trad. française: Les Névroses et la psychologie dynamique de Pierre Janet. Paris, Presses Universitaires de France, 1955 (24 + 357 P-)-

René LE SENNEZ Notice sur la vie et les travaux de Pierre Janet. Académie des Sciences Morales et Politiques. Paris, Firinin-Didot, 1953 (25 P.)

Percival BAILEY: Janet and Freud. Archives of Neurology and Psychiatrie vol. 76, july 1956 (P. 76-89).

Centenaire de Pierre Janet, 1859-1959. psychologie française vol. no 2, avril 1960. Contient notamment un article de Jean Delay. Pierre Janet et la tension psychologique (p. 93- 110).

Bulletin de Psychologie. Numéro spécial de Psychologie Pathologique en hommage à Pierre Janet. Groupe d'études de Psycho- logie de l'Université de Paris. Vol. 14, 1-4, 5 novembre 1960 (208p.). Articles consacrés à Janet par. J. Germain, M. Bergeron, 1. Caruso, 1-1. Ey, H. Eysenck, A. Hesnard, B. Minkowski, P. Pichot, H. Piéron, H. Wallon, M. Turbiaux.

Pierre Mondolim: Introduction à la Psychopathologie de Pierre Janet. Thèse pour le doctorat en médecine. Paris, Éditions AGEMP, 1962 (76 P.).

Jean Delay : Pierre Janet. In: Kurt Kolle - (Éd.). Crosçe Yerven- arzt--, vol. 111. Stuttgart, Thierne, 1963 (P- 77-85)-

John ELMGREN: Pierre Janets Psykologi. Stockholm, Universitets- kansiersâmbetet, 1967 (281

Bjorn Sjoval : Psychology of Tension. An Analysis of Pierre Janet's Concept of "tension Psychologique" together with an Historical Aspect. Translated by Alan Dixon. Scandinavian University Books. Svenska Bokfôrlaget(Norsteds, 1967 (218 P.).

Hopital Pierre Janet à Hull. Ouverture et Journée Scientifique. Hull (Canada), septembre 1969. Cette brochure contient un article de H. F. Ellenberger: "La vit et I'oeuvre de Pierre Janet" (21 p.).

Henri F. Ellenberger . The Discover of the Unconscious .New York, Basic Books et Londres, Allen Lane The Penguin Press, 1970 (932 P.). Chapitre VI: Pierre Janet and Psychological Analysis (P- 331-417).

Henri-Jean BARRAUD: Freud et -Janet. Étude comparée. Bibliothèque 3 1 de Psychologie clinique. Toulouse, Edouard Privat, 1971 (287 P.) Addenda

Autobiographie. In: Carl Murchison. A History of Psychology in Autobiography, vol. 1, Worcester, Mass., Clark University Press, 1930 (516 p.) Janet: p. 123-133-

Percival Bailey : The Psychology of Human Conduct: A Review. Paper read before the Boston Society of Psychiatry and Neurology, April 21, 1927. American Journal of Psychiatry, vol. 8, No. 2, Sept. 1928 (P. 209-234)

Janet, P. (1886). Les actes inconscients et le dedoublement de la personnalite pendant le somnambulisme provoque. Revue Philosophique, 22, II, 577-792.

Janet, P. (1889). L'automatisme psychologique. Paris: Felix Alcan. Reprint: Societe Pierre Janet, Paris, 1973.

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Janet, P. (1893). L'amnesie continue. Revue Générale des Sciences, 4, 167-179.

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Janet, P. (1897). L'influence somnambulique et le besoin de direction. Revue Philosophique, 43, I, 113- 143. Also in P. Janet (1898a), Névroses et idées fixes,Vol. 1 (pp. 423-484). Paris: Félix Alcan. (Reprint: Société Pierre Janet, Paris, 1990.)

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Janet, P. (1898). Nevroses et idees fixes. Vol. I. Paris: Felix Alcan.

Janet, P (1901). The mental state of hystericals. New York; Putnam and Sons. (Reprint: University Publications of America, Washington, DC, 1977.)

Janet, P. (1903). Les obsessions et la psychasthénie (2 vols.). Paris: F. Alcan. (Reprint: Arno Press, New York, 1976.)

Janet, P. (1904). L'amnesie et la dissociation des souvenirs par l'emotion. Journale de Psychologie, 1,417-453.

Janet, P. (1907). The major symptoms of hysteria. London and New York: Macmillan.

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Janet, P. (1910). Une félida artificielle. Revue philosophique, 69, I, 329-357, 483-529.

Janet, P. (1919). Les médications psychologiques (3 vols.). Paris: Félix Alcan. (Reprint: Société Pierre Janet, Paris, 1984). English edition: Psychological healing (2 vols.). New York: Macmillan, 1925. (Reprint: Arno Press, New York, 1976.)

Janet, P. (1928). L'evolution de la memoire et de la notion du temps. Paris: A Chahine.

Janet, P. (1932). Memories which are too real. In CM Campbell, HS Langfeld, W McDougall, AA Roback, & EW Taylor (Eds.). Problems of personality: Studies presented to Dr. Morton Prince in American psychopathology, p. 141-150. New York: Harcourt, Brace, & Co.

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Nemiah, JC. (1989). Janet redivivus: The centenary of L'Automatisme Psychologique. American Journal of Psychiatry, 146, 1527-1530.

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